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Batman – O cavaleiro das trevas: simplesmente caótico!
Para mim, criar um texto logo após uma sessão de cinema, é uma tarefa extremamente dificultosa. Necessito tempo. Necessito sintetizar todas as informações, divagações e expectativas que passam pela minha cabeça quando presencio uma obra. E dessa vez está ainda mais difícil. Não é uma obra qualquer, é uma das maiores obras-primas do cinema atual. Sei que pessoas me chamarão de exagerado, mas só o poderão fazer depois de ter a mesma oportunidade que tive: assistir Batman – O cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, EUA, 2008).
Sem duvida alguma, o segundo filme da nova franquia do Homem-Morcego é o mais esperado de todos os tempos, não apenas nessa categoria de super-heróis. Alguns elementos ajudam a aumentar a ansiedade, tanto no público específico - os adoradores de histórias em quadrinhos e os cinéfilos declarados, quanto naqueles que encaram a sétima arte como apenas mais uma forma de entretenimento.
As expectativas começam a partir do título. É a primeira vez que o nome do personagem principal, do super-herói, da face obscura do bilionário Bruce Wayne (Christian Bale, de Os Indomáveis), o Batman, não aparece nem como título, ou ao menos subtítulo. Nessa aventura, tudo se resume apenas em O cavaleiro das trevas. Curioso? Não. Iria além, em dizer intrigante, se encararmos de frente o fato de o homem-morcego ser, nesta fita, um mero coadjuvante perante o que seu maior arquiinimigo, o Coringa, representa aqui.
Quando soube da morte de Heath Ledger (indicado ao Oscar por O segredo de Brokeback Mountain), o intérprete de um dos maiores vilões das HQs, o próprio Coringa (Joker, em inglês), a primeira coisa que me veio à mente foi: “O cavaleiro das trevas ganhará muito impulso no aspecto publicitário!”. E aqui, hoje, eu pago pelo que disse, afinal de contas, eu sinto ainda mais pela morte de Ledger, pois ele não está entre nós para poder colher os louros de uma fama que quebraria barreiras e ultrapassaria limites, após o lançamento desse Batman, afinal de contas, o intérprete do Coringa é, 95% o que O cavaleiro das trevas exibe nas telonas.
Eu sei que não vou me acostumar com o fato de Christian Bale ser o atual Batman. Não gosto de como ele o interpreta. Seus lábios e sua dicção me fazem sentir desconfortável. Porém não reclamo em excesso, afinal de contas, não saberia eleger um novo Bruce Wayne para contornar as falhas de Bale. Mais uma vez, no Batman atualmente em cartaz nos cinemas, sua presença pouco importa.
Preciso elucidar mais uma vez como é difícil digerir a façanha do diretor Christopher Nolan (O grande truque) de ter conseguido realizar um trabalho extraordinário, e fazer O cavaleiro das trevas se elevar ao posto de obra-prima cinematográfica, e não apenas mais um filme baseado em histórias em quadrinhos, como tantos outros que pipocam aos montes, sem qualidade e fidelidade alguma aos gibis. Nessa nova empreitada, Nolan não recorta pedaços de quadrinhos para colar em tela grande. Ele reinventa um herói que apenas se assemelha em partes com o Batman que existiu até aqui.
Indo agora para a história em si, quero dizer pouco. Nunca fui estraga prazeres em minhas críticas, e não é agora que começarei a ser. Nessa nova aventura, o que mais interessa são: caos, destruição e descontrole total do ser humano. É por isso que o Coringa prima, e é assim que O cavaleiro das trevas deve ser apreciado e analisado. Como um filme repleto de personagens que quebram paradigmas a todo instante para, juntos, construirem um só novo paradigma. Indestrutível.
Há algum tempo eu descrevi o personagem de Javier Bardem em Onde os fracos não têm vez como, parafraseando a mim mesmo: “um dos personagens mais indecentes – no sentido de complexo e insano – que o cinema já formou”. Não volto na minha decisão de ter escrevido tal frase, mas me deparo mais um vez com a figura de Heath Ledger, em O cavaleiro das trevas me fazendo repensar sobre o que já escrevi, pois agora, assim como o filme, preciso ir além.

A sensação é de estranheza em ver o Coringa nas telonas, pois a dificuldade é imensa em reconhecer o ator por trás da maquiagem borrada, que escorre no jovem rosto de Ledger, e faz o coringa de Jack Nicholson sem sentido em ser aclamado – ainda bem. Os cabelos um pouco compridos, dão a mobilidade necessária e inquieta ao personagem que, em apenas uma hilária cena, dentro de um hospital, se desvencilha de seu inseparável terno roxo.
A insanidade, loucura, descontrole total, ele mesmo explica no filme: “Você mudou as coisas...e na visão deles, você é um louco, como eu”, para o Batman. Ou ainda: “Por quê tão sério? Vamos colocar um sorriso nesse rosto!”, com uma faca nas mãos, pronto para cortar os lábios de orelha a orelha, de qualquer um que atravesse o seu caminho. Não lembro ao certo a frase que o Coringa diz ao Homem-Morcego em sua cena derradeira, mas ele praticamente filosofa sobre anarquia, destruição da ordem pública e descontrole de um povo que facilmente perderá a cabeça.
Complementando o assunto, ele ainda fala sobre o fato de ter corrompido o intocável Harvey Dent, novo promotor público de Gotham City (ainda com a mesma cara de Nova Iorque), interpretado com muito afinco por Aaron Eckhart (do excelente Obrigado por fumar). Aliás, o próprio promotor destila uma frase à lá Coringa, que define bem o seu papel em O cavaleiro das trevas e quem sabe além: “Ou você morre como um herói, ou você vive o bastante para se ver transformar em vilão”.
A parte feminina da fita, Rachel Dawes, fica a cargo da feinha Maggie Gyllenhaal (Mais estranho que a ficção). Por sorte, a insossa Katie Holmes, teria recusado interpretar a personagem que já havia feito em Batman Begins, por incompatibilidade de agendas. Outras duas atrizes que concorriam ao papel do grande amor de Batman, eram Rachel McAdams (Diário de uma paixão) e Emily Blunt (O diabo veste Prada), que obviamente são mais belas. O talento falou mais alto.
Como de costume, o Morcegão ainda conta com a indispensável ajuda, principalmente psicológica, de Alfred, seu mordomo, o sempre excelente Michale Cane. O realizador dos grandiosos e vanguardistas projetos de armaduras, customizações e engenhocas para que o super-herói combata o crime organizado de Gotham, ficam mais uma vez, a cargo de Lucius Fox (Morgan Freeman).

Eu poderia dizer que, enfim, Batman – O cavaleiro das trevas é um filme indescritível, mas estaria mentindo, afinal de contas, olhe para cima e veja o quanto dissertei sobre a fita. Mas o que posso mesmo elucidar é o fato de meu texto ser do tamanho da realização de Christopher Nolan e companhia. É um trabalho grandioso e sem falhas. Não posso me arriscar a dizer que é definitivo, mas não me agüentaria... O cavaleiro das trevas é definitivo sim. Pelo menos por enquanto.

criado por ivan chagas
13:11:29Current mood: starving.
Hancock: Will Smith dá vida a super-herói encrenqueiro.
Na semana de estréia de um dos filmes mais esperados para esse ano, Batman - O cavaleiro das trevas, eu infelizmente não tive tempo suficiente para assisti-lo, e escrever uma crítica para os leitores. São tantas películas em mente, como Wall-E, Kung Fu Panda, e tantos outros, que acabei me pegando confuso na fila dos cinemas. Enfim, optei por um filme que trás bons e maus elementos, mas que, no geral, me fez sentir bem perante a minha escolha.
Que os filme sobre os personagens de histórias em quadrinhos estão cada vez mais em alta na “bolsa de valores do cinema”, não é mais novidade para ninguém. Seja pelos efeitos mais do que especiais, ou simplesmente pelo fato de ver um pedaço de papel criar vida própria nas grandes telas, essa categoria do cinema é, na grande maioria das vezes extremamente rentável para seus realizadores, assim como para as empresas que possuem os direitos autorais dos comic books.
O filme em questão não tem base em uma HQ, mas definitivamente bebe da fonte dos comics. Como é de costume, por trás de um grande super-herói, sempre está uma grande personalidade do mundo cinematográfico. Assim foi com Tobey Maguire e o Homem-Aranha, Robert Downey Jr. e o Homem de Ferro, ou até mesmo Cristian Bale e Batman Convenhamos que, um rosto conhecido é, quase sempre, parâmetro para sabermos se um filme está fadado ao sucesso ou ao fracasso.
Em visita ao Brasil, no começo do ano, para divulgar Eu sou a Lenda, Will Smith (indicado ao Oscar por À procura da Felicidade), um dos atores mais requisitados da atualidade, esbanjou carisma em terras tupiniquins. Sempre de bom humor, bem vestido e se portando com extrema educação, ele agora deixa para trás todas essas qualidades para evocar um super-herói, não tão herói assim. Ele é o astro de Hancock (Hancock, EUA, 2008), há pouco em cartaz nos cinemas brasileiros.
Hancock é o que podemos chamar de um cara encrenqueiro. Ele se assemelha em poucos aspectos ao Superman: pode voar e não tem fragilidade quanto a balas de qualquer calibre. Em contra partida, eles são antagônicos ao extremo. Hancock não possui o mínimo tato para ser super-herói. É um bêbado inveterado, se envolve com mulheres de qualquer espécie, e causa desastres e prejuízos aos órgãos públicos toda vez que tenta salvar a cidade de Los Angeles, seu habitat natural, das garras de algum meliante. E o pior de tudo: ele não se importa nem um pouco com a sua falta de popularidade.
Em vista de todas as trapalhadas que apronta, Hancock se vê sem opções quando o agente de relações públicas um tanto quanto fracassado, Ray Embrey (Jason Bateman, de Juno), se oferece para representar e recuperar a imagem pública do desastrado super-herói. Nesse meio tempo, Hancock conhece Mary (Charlize Theron, Oscar por Monster), a mulher de Ray, e sente uma forte atração pela bela.
Muitos podem até mesmo julgar mal o personagem de Will Smith, como este sendo um apanhado de vários heróis dos quadrinhos, mas tenho que discordar e explicar o porquê. Hancock não tem pudores, não tem uma bela garota ao seu lado em tempo integral, não ganha pelo que faz, e muito menos se preocupa em ser bom – ao menos não até encontrar Ray em seu caminho. Por essas e outras, as pernas dos críticos que torceram o nariz para o anti-herói já poderiam ser quebradas.
Mas indo um pouco além, Hancock se destaca de personagens como Superman, Batman ou Homem-Aranha, exatamente por não ter uma identidade secreta. Ele não se esconde por trás de máscaras, capas ou um grande montante de dólares. O único elemento que faz dele um ser sombrio é a angústia de não saber o que exatamente é, e qual o seu passado. E para isso, Mary encontra sobre as costas, ainda que no fim da película, uma grande responsabilidade de elucidar a ele todos seus questionamentos.

criado por ivan chagas
16:01:18Current mood:
good.
Antes de partir: no fim da vida, com a mesma atitude.
Os momentos que mais se aproximam do fim da vida sempre dão mote a diversas películas, que em sua grande maioria, acabam por enfocar dramas de fazer nossos olhos transbordarem em salgadas lágrimas. Não é para menos, já que, a morte nunca é encarada lá com grande naturalidade, ou simpatia. Claro, afinal de contas, não estamos falando do puro-osso, personagem retratado como a morte impregnada de mau humor, no desenho animado Billy e Mandy, do Cartoon Network. A situação é mais séria.
Talvez seja exatamente nesse modo diferenciado de encarar a proximidade da morte, que Antes de partir (The Bucket List, EUA, 2007), que chega essa semana em DVD no Brasil, abrace ternamente um grande público e sem restrições. A fita do diretor Rob Reiner (Alex & Emma) não trás lá uma grande arfada de ar fresco para o tema já bastante explorado no cinema. O que diferencia de fato todo o enredo e o caminho repleto de previsibilidades da fita, jogando-a para longe de um dramalhão bestial é, um tanto quanto estritamente, a atuação do sempre ótimo Morgan Freeman (Oscar por Menina de Ouro).
Freeman interpreta Carter Chambers, um mecânico que dedicou toda a sua vida a cuidar de sua oficina e, com muito esforço, fornecer o melhor possível para sua família. Sem aviso prévio, descobre que está com um câncer já estado avançado, e que seus dias na Terra estão praticamente contados. Internado às pressas para exames e tratamento, ele acaba, por grande ironia do destino, dividindo um quarto com Edward Cole (Jack Nicholson, de Os Infiltrados), proprietário do Hospital, que também está nas últimas.
Mesmo estando no mesmo local, obviamente o tratamento de Cole é completamente diferenciado daquele dado ao seu companheiro de quarto. Não tanto pelo fato do primeiro ser dono do local, e sim pela quantidade de dinheiro acumulado por esse, ao longo de sua vida. Sendo assim, Nicholson cai novamente num emaranhado de erros que comete em praticamente todos os seus personagens: ser ele mesmo.
Edward Cole é Jack Nicholson. Arrogante, egocêntrico, ninfomaníaco, desvairado, um ser preenchido por um medo constante de ser idoso. E para isso, ele nega até o último segundo sua condição de já não ser mais tão moço assim. Se pega a todo momento na cola de mulheres muito mais jovens que ele. Rabugento e encrenqueiro, ele é desprovido de qualquer apego aos seus familiares, e vice-versa, e no fim das contas, tenta, em vão, fazer de seus personagens, seres superiores aos personagens de seus colegas de trabalho, aqui no caso, Freeman.
Sempre pensando que o dinheiro comprado tudo e todos, Cole resolve proporcionar a Carter seus últimos desejos em vida. Para isso, eles fazem em conjunto, uma lista (daí o título do filme, já que kick the bucket, em inglês significa “bater as botas”) com diversos últimos excêntricos desejos, a serem realizados em tempo recorde, ou seja, antes da morte de ambos. E não apenas o tempo de suas vidas urge, mas o tempo da película também. E urge tanto que o diretor não consegue dar grande ênfase em todas as viagens e lugares visitados pela dupla, sendo assim, é obrigado a fazer um apanhado mais do que apressado de varias belas paisagens ao redor do planeta, e colocar, por meio de computação, os dois personagens centrais nos destinos claramente não visitados.
Enganam-se aqueles que pensam que o personagem de Nicholson simplesmente, sem mais nem menos, se transforma em uma alma caridosa. O fato é que Edward não tem absolutamente ninguém a quem se apegar em seus últimos dias de vida. Devo admitir que Nicholson consegue firmar o pouco carisma que seu personagem e sua pessoa possuem quando a fita chega aos seus minutos derradeiros. Isso não é ruim, apenas deveria ser consertado de alguma maneira com antecedência maior. Já repleto de emoções à flor da pele, enfim, ele mostra seu lado sentimental, sem ser sentimentalóide, e põe um ponto final em Antes de partir, demonstrando que a amizade de Carter poderia ter sido ainda mais duradoura, não fosse o pouco tempo que restava a suas vidas.
Currently listening: Sunday, bloody Sunday U2 COVER, by Paramore.

criado por ivan chagas
14:59:08Current mood:
okey dokey.
Sabe aqueles nerds estereotipados dos filmes mais babacas (and engraçadissimos), pautados nos teens americanos?! Pois bem, atire a primeira pedra quem nunca passou por essa fase horrible. Já explico o porquê de toda a divagação.
Começei num trabalho novo. Enfim, um pouco diferente do que fazia. Ainda longe da minha área de formação, mas um degrau de cada vez não vai me cansar, só me fará chegar mais perto do meu destino. Espero que ainda não o destino final. Anyway...
Atendo pessoas de tudo quanto é tipo. Homens, mulheres, crianças, dou dicas, negros, brancos, indios, amarelos, feios, bonitos, pobres, ricos. Ôpa, ôpa, ôpa... cruzes, como sou fácil!
Infelimezmente, a cidade é pequena, e mais dia, menos dia, me depararia com situações chatas, de atender gente que detesto, porém, com um sorriso branquinho (ou nem tanto!), e correto, devido o uso de 5 anos de aparelho, no rosto, já não tão no lugar assim!
Essa semana tive que atender um ser podre, que ne zuava no colégio. Unhum.. eu, uma pessoa cool, bacana e super simpática já fui um pato feio, atropelado e depenado no colégio. Anyway again... os anos passam e milagres acontecem. Você já deve ter se pegado pensando a mesma coisa. I'm pretty sure of that.

Super, Duper N.E.R.D
Desde a sétima série, até praticamente o fim do terceiro colegial eu fui avacalhado, fui zuado, fui apelidado, e fiquei chateado por bons anos com o que acontecia. Até que uma hora, a gente acostuma. É, essa mesma a palavra. Acostuma com o que se passa. Sei lá, sabe?! É uma coisa meio que... "putz, seu imbecil, essa piadinha AGAIN?!".
Eu não me considerava um adolescente feio. Nerd?! Maybe?! OU as pessoas eram burras demais para mim. Eu, simplesmente prestava atenção nas aulas... e só. Usava aparelho nos dentes, fixo! E por cima do fixo, o que??? Um FREIO DE BURROOOO! Meu cabelo era repleto de gel (à lá Bozanno Zezé de camargo e Luciano!). Ow yeah. Usava calças de moletom santro-peito, ou santro-queixo! For sure! Óculos... por que não, né?!
Assim sendo... eu era, como talvez o chandler chamou a pulseira que o Joey deu pra ele uma vez... A woman repeller... Sim, sim, sim... um repelente de mulheres, no caso meninas, garotas, que não passam de tão toscas quanto eu... só que de saia.
E essa fase durou... da sétima, até o terceiro colegial... assim sendo, eu cresci. Mudei o que era, e olho pra trás e me vejo melhor. Internamente e Thank God, externamente também. Mas sabe o que é melhor que isso?! É ver o que aconteceu com os seres que eram EVERYTHING naquela época. O que aconteceu com suas vidas. No que eles se tornaram. Muitos embarangaram. As garotas viraram donas de casa roliças, com mãos de culinaristas (fofinhas), e que nem cozinhar sabem. Cuidam de suas crianças ranhentas (e não ranhetas!), que irão zoar com suas vidas pro resto destas mesmas.
Os caras... poor guys... são os pares perfeitos para as tais rechonchudas descritas acima.

Bill era sexy nessa época, não?
Enfim, tirei o aparelho. Troquei as roupas. Meus óculos se modernizaram. AInda os uso, por puto gosto mesmo. Poderia fazer uma operação, mas não quero me arriscar com isso, pelo menos not for now. O cabelo... ah, o cabelo, já não tem mais gel. Passou pelas fases de cola de cabelo, de mousse, de varias outras porcarias, até ele ser, assim... do jeito que é. Meu. Meu estilo, minha personalidade, meu eu.
Pra você, nerd avacalhado, por mais que você não seja um (tipo os emos, que são emos, mas detestam serem chamados de emos!), espere que sua vez chegará... e você se transformará em MIM. Um ser normal, mas com sua identidade dentro dessa banalidade. Como diria uma letra do matchbox 20: "Theses days are gone. So gone."
Currently listening: Weezer...mentira, seria nerd demais. Ouvindo Juno Original Soundtrack mesmo.

criado por ivan chagas
14:31:32Current mood: good.
Cloverfield – Monstro: Nova York em frangalhos. De novo.
Dizer que os norte-americanos têm mania de grandeza, é praticamente chover no molhado, certo? E dizer também que eles adoram destruições em massa, quando se trata de seus filmes hollywoodianos repletos de efeitos especiais destrutivos, eu estaria sendo novamente repetitivo. Para toda afirmação, há aqueles que concordam, e outros que nem tanto. Joseph Goebbels, ministro da propaganda do partido nazista disse certa vez que: "Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade".
Aqui no caso, nada do que disse foram mentiras, e sim a descrição de um masoquismo americano, que assola os moradores da ilha de Manhattan. A contar por Eu sou a lenda, Godzilla, Armageddon, Indenpendance Day, O dia depois de amanhã e King Kong, dezenas de outros filmes-catástrofe, têm como alvo a maior cidade do planeta. E agora, podemos acrescentar mais uma película de mesmo calibre a essa lista, com a chegada de Cloverfield – Monstro (Cloverfield, EUA, 2007) nas locadoras do país.
A película, que tem como produtor, J.J Abrams, o mesmo do seriado sensação Lost, tem um enredo extremamente enxuto, assim como seu tempo total, que não ultrapassa os 85 minutos de fita. Com a chamada de Some thing has found us (Alguma coisa nos encontrou), a trama tem início quando vários amigos de Rob Hawkins (Michael Stahl-David) preparam uma festa de despedida para ele, que mora em Nova Iorque, mas está com as malas prontas de partida para o Japão.
Enquanto a festa se desenvolve, Hud, o melhor amigo de Hawkins, se encarrega de gravar numa câmera portátil, depoimentos dos colegas e amigos que estão ali presentes, desejando boa viagem e muita sorte na nova empreitada do “homenageado”. Em meio a toda algazarra, os convidados sentem alguns fortes tremores de terra e saem do apartamento, subindo até a cobertura do prédio, para averiguar o que está se passando nas ruas da big apple. Deste ponto em diante, a destruição desenfreada toma conta da frágil Manhattan.
Eles avistam explosões no horizonte, e logo o terror se instaura. Quando saem nas ruas, logo vêem a cabeça da Estátua da Liberdade voando pelos ares, e destruindo um prédio, antes de cair em sua direção. Assim como em qualquer outro filme de destruição em massa, Rob, Hud e seus amigos logo pensam na larga possibilidade de um atentado terrorista. Celulares ficam praticamente sem sinal, lojas começam a ser saqueadas por oportunistas, e obviamente, Rob, o personagem principal, para injetar um pouco de drama na história, precisa se arriscar de todas as maneiras possíveis e salvar sua amada das garras do monstro do título.
Cloverfield não decepciona, mas também não empolga tanto quanto poderia. De inovador, nem mesmo a cabeça da Estátua da Liberdade arrancada a tapas, que foi claramente copiada da capa de Fuga de Nova Iorque, de 1981. A filmagem, toda realizada em câmera em movimento, já que, supostamente, quem grava todas as cenas é Hud e sua Mini-DV, é um recurso que fica longe de pioneirismos, e já vem se tornando grande tendência nos filmes de terror, vide os vanguardistas, A Bruxa de Blair e Extermínio, até os mais recentes, como a refilmagem de Madrugada dos Mortos.
A despeito das divagações do começo do texto, sobre verdades e mentiras, o que tenho a elucidar, e co-relacionar com o texto presente, é o fato de os americanos, com seus filmes-catástrofe, que eu particularmente adoro, darem idéias dos mais diversos tipos para que ataques terroristas ocorram contra a sua nação. Parece ilusório e longínquo? Releiam a frase de Goebbels e pensem a respeito.
Currently listening: nothing at this moment.

criado por ivan chagas
17:04:12