Acid Boy

Um blog feito por um Jornalista (por formação), e crítico de cinema (por insistência e paixão). Aqui se encontra, ao menos alguma parte de você em mim, nas minhas palavras e pensamentos. So, keep coming back for more!

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Terra Blog

23.01.09

Changes!

Devido a infelizes problemas com esse blog, mudei para:

 

 http://ivanchagas.blogspot.com/

 

 

Agradeço a compreensão!

 

Ivan.

28.11.08

:: Crítica: estréia de Queime depois de ler ::

Current mood: okie dokie.

 

Queime depois de ler: irmãos Coen se encarregam em dar tom de humor negro em comédia enxuta.

 

 Contraditórios. Ousados. Infames. Criativos. Gênios. Descerebrados. Seja qual for o adjetivo que você use para classificar os diretores Joel e Ethan Coen, uma coisa é fato comprovado: suas criações jamais passam em branco na opinião da crítica e do público.

 

Depois do sucesso da comédia de humor negro Fargo (1996), os inseparáveis irmãos que sempre criam ou dirigem suas películas em conjunto, alcançaram o estrelato, adentrando para o instável hall de diretores famosos, que se solidificou com O grande Lebowski, dois anos depois.

 

Entre umas e outras derrapadas no meio do caminho, como no caso de Os matadores de velhinhas, com elenco encabeçado por Tom Hanks, o circulo do estrelato ficou realmente completo no Oscar deste ano, quando os irmãos Coen levaram para casa quatro estatuetas douradas, resultado do excelente suspense sanguinário Onde os fracos não têm vez, adaptação do livro Onde os velhos não têm vez., do escritor norte-americano Cormac McCarthy.

 

Aproveitando o embalo do sucesso da premiação, a dupla não esperou muito para voltar à ativa e às suas raízes da comédia de humor negro, reunindo um elenco recheado de estrelas para as filmagens de Queime depois de ler (Burn after reading, EUA, 2008). Depois de ser exibida nas mostras de cinema de São Paulo e do Rio de Janeiro há poucos meses, a fita finalmente estréia em circuito nacional, prometida para essa sexta-feira, 28 de novembro.

 

George Clooney, Brad Pitt, Frances Mcdormand, Tilda Swinton e John Malcovich encabeçam o elenco de uma trama recheada de traições, falcatruas, suspense e morte, tudo não necessariamente nessa ordem, afinal, linearidade e caretice estão longe de serem características dos projetos dos Coen.

 

John Malcovich é Osbourne Cox, um agente da CIA que acaba de ser demitido de seu cargo e que, para se vingar, resolve escrever um livro de memórias contando todos os podres do serviço secreto americano. Juntamente com a perda do emprego, Cox tem que conviver diariamente com sua mulher Katie (Tilda Swinton), que faz de tudo para se livrar do marido e correr para os braços de seu amante, o investigador federal Harry Pfarrer (George Clooney), um canalha que só quer se limitar a manter um relacionamento com sua esposa, e traí-la esporadicamente, com alguma mulher que ele conheça.

 

A trama toda começa a fluir, quando Osbourne perde o CD com todos seus dados em uma academia, na qual trabalham Linda Litzke (Frances Mcdormand, que já havia trabalhado com os Coen em Fargo), uma mulher de meia idade aficionada em cirurgias plásticas, mas que não tem um tostão furado, e seu colega de trabalho, o personal trainner Chad (Brad Pitt). Com posse do CD, ambos resolvem chantageando o ex-agente da CIA, fazendo assim, o dinheiro mais rápido de suas vidas.

 

Como é de costume nas filmagens dos Coen, crimes sempre andam de mãos dadas com castigos, e no decorrer de Queime depois de ler, cadáveres acabam se empilhando durante os enxutos – e aproximados – 90 minutos de fita, das maneiras mais esdrúxulas e inimagináveis.

 

As atuações de Frances Mcdormand e Brad Pitt nos proporcionam momentos hilários, que infelizmente já haviam sido mostrados nos traileres e teasers antes do lançamento do filme. Talvez o fato das cenas estarem em seu devido contexto, façam a diferença para aqueles que já haviam tido uma mostra do filme.

 

Mas acima de qualquer suspeira, o que realmente deve ser considerado em Queime depois de ler, é o fato dos irmãos Coen terem presenteado atores que, já há algum tempo, estavam congelados e petrificados em papéis que Hollywood muitas vezes impõe.

21.11.08

:: Max Payne na estréia da semana ::

Max Payne: filme sobre game traz Mark Wahlberg na pele do detetive com sede de vingança

Assim como livros, quadrinhos, fatos reais, e até mesmo séries de tv, os jogos de vídeo game estão se tornando alvos das adaptações cada vez mais freqüentes para enredos de cinema. Tomb Raider, com Angelina Jolie no papel de Lara Croft, Hitman - assassino, Doom e a série de vídeo games de maior sucesso nos cinemas, que já está na sua terceira parte, Resident Evil, são alguns exemplares que garantem uma provável vida longa ao gênero, que ainda tem muito que crescer no mercado cinematográfico.

 

Visando engrossar a lista de filmes baseados em games, temos Max Payne (Max Payne, EUA, CAN, 2008), com estréia prometida para essa sexta-feira, dia 21, nas principais salas de cinema do país. Sobreposto a um ar totalmente dark e acizentado, um tanto quanto film noir, como é de costume nos vídeo games, o enredo conta a história do renomado arquivista da polícia Detetive Max Payne (Mark Wahlber, Fim dos tempos), que vive às turras com sua consciência.

 

Max era um policial que estava se tornando bem sucedido. Tinha se casado, acabado de ter uma filha e estava finalmente conseguindo concretizar o sonho americano. Tudo acabou no dia em que sua casa foi invadida por viciados que acabaram por assassinar sua mulher, Michelle, e sua filha, ainda bebê.

 

Indignado com o ocorrido, Payne vive dia e noite à procura do terceiro meliante que invadiu sua casa no dia fatídico, já que, dois deles, pelo menos foram pegos e punidos pelo próprio detetive. A história deslancha quando o personagem principal encontra uma pista que pode levá-lo ao assassino de Michelle, naufragando no submundo de drogados e traficantes das noites de New York. Nesse ambiente ele conhece a russa Natasha (papel da sexy Olga Kurylenko, de 007 – Quantum of Solace), uma junkie que tenta seduzi-lo de todas as formas possíveis.

 

A história evolui a partir da morte de Natasha, que leva Max a encontrar uma rede de corrupção e experiências mal sucedidas entre traficantes e a empresa AESIR, a mesma na qual sua mulher trabalhava antes de ser morta, que fabricava uma droga chamada Valkyr, para deixar combatentes do exército invencíveis.

 

O diretor John Moore (Atrás das linhas inimigas), consegue manter diversos traços de jogos de vídeo game em sua película. O modo como Max corre, segura suas armas, atira, e até alguns takes com a câmera posicionada no ponto de vista do próprio personagem, dão um ar extremamente fiel ao jogo. Algumas cenas de ação, como a seqüência do tiroteio dentro da empresa AESIR, são de tirar o fôlego.

 

Numa trama envolta em sociedades secretas, demônios alados, drogas, corrupção e muitos tiros, um elemento se destaca de todos os outros, e é exatamente por isso que a fita tende a ter um bom aceitamento do público: a sede de vingança de Max Payne, e procura por uma paz interior. É esperar para ver.

 

Não deixe de conferir uma pequena parte após os créditos finais, que dão mostra de uma possível adaptação da segunda parte do game intitulada Max Payne 2: The Fall of Max Payne.

 

Com Bo Bridges, Mila Kunis, Chris O'donnell, o rapper Ludacris e participação especial da cantora Nelly Furtado. 

19.11.08

::McFly: histeria marca show da banda britânica::

Current mood: not feeling too good.

 

Histórico

 

Finalmente arrumei um tempo bom pra poder contar aqui no blog o que já descrevi para diversas pessoas. Ao menos em palavras as coisas, muitas vezes, ficam mais fáceis de serem explicadas: McFly concert in São Paulo!

 

Já na estrada há algum tempo, a banda formada por Tom (vocais e guitarra), Danny (vocais e guitarra), Harry (bateria) e Dougie (baixo) teve maior projeção depois de aparecer no filme da Disney, Sorte no amor (Just my luck, com a ainda sóbria Lindsay Lohan), podendo finalmente mostrar para o mundo todo, o poder da banda mais jovem a alcançar o primeiro lugar nas paradas britânicas, desbancando nada mais, nada menos que Os Beatles.

Mais de dois anos depois do filme, os garotos do McFly fizeram sua primeira passagem por terras brasileiras no mês de outubro, com quatro shows marcados – nas cidades de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro – e apresentações em programas de Tv e rádio. Até mesmo no dominical do chatérrimo Fausto Silva eles marcaram presença – nada melhor que um programa popular para se popularizar!

 

Como companhia para o show, que se realizou no dia 9 de outubro, no abafadíssimo e desorganizado Via Funchal, eu escolhi a Lu, claro! Saímos de Bragança às sete e meia da manhã, sendo que os portões da casa abririam às sete e meia da noite, portanto, tínhamos consciência que a espera seria longa.

 

Na fila

 

Chegando no local, ainda tínhamos que retirar nossos ingressos na bilheteria, pois eles haviam sido comprados no cartão de crédito, pelo site do Via Funchal. A surpresa que não estava esperando era a singela fila para entrar na casa... que a propósito, dobrava o quarteirão. Enquanto a Lu foi retirar os ingressos, eu encarei esta ultima fila que descrevi com o mesmo entusiasmo.

 

Como o público alvo da banda são os jovens, em sua maioria as garotas, era fato que, de 6.000 pessoas que a casa comportava, estavam lá dentro, mais ou menos uns 200 garotos – se não muito, que aturavam gritos, histeria e até desmaios. A quantidade de tênis All Star – Converse por metro quadrado era a maior já vista na face da Terra. De diversas cores, modelos, tamanhos, texturas, canos baixo, médio e longo, enfim, diversidade era o que não faltava. Xadrez também era outra tendência quase soberana quando usada como estampa para roupas e acessórios.

 

Acabamos fazendo algumas amizades na fila, que não nos oferecia outra alternativa à se alimentar no McDonald’s 24 h da Faria Lima. Afinal de contas, saco vazio não pára em pé, como pudemos ver durante todo show, em que meninas caíam uma a uma, visivelmente por falta de ar, descanso, alimentação correta e muita hidratação!

 

Enfim, quando os portões se abriram quase às dezenove horas, a fila, que até então estava organizada, se transformou em um aglomerado de pessoas, que, com medo de serem passadas para trás, atropelavam umas às outras, e no fim das contas a regra ficou mais do que clara: quem esta na calçada, estava na fila. E como quem não se deixa levar com a maré, luta contra ela, nós também pulamos muitas pessoas pela frente. Não me orgulho de dizer isso, mas era ser autor, para não ser vítima!

 

O show

 

 Ao entrar no Via Funchal, a surpresa era mínima: estava bem cheio, mas ainda conseguimos um local um tanto quanto decente, ao menos para mim, que tenho 1,80 e tinha uma voa visão do palco. Já a Lu, que tem 1,50, não teve a mesma sorte. Algumas pessoas se arriscavam a se aglomerar na frente, junto à grade que separava o palco da pista.

 

A banda de abertura era Breakout. Poderia deixar essa parte vazia, sem comentários. Aliás, vazio era um adjetivo que cabia muito bem aos caras que tentavam tocar alguma coisa. O “show” deles demorou muito, as musicas eram horríveis, sem sentido algum, o vocalista tinha uma voz péssima, e ainda por cima um dos integrantes tentou dar showzinho, num estilo Bono Vox wannabe, chamando uma menina (quase não escolhida a dedo) da platéia, para dar um beijo nele, enfim... cenas patéticas e completamente desnecessárias.

 

Enfim, após mais de 10 horas de espera no total, McFly entrou no palco, para apresentar a sua RADIO [ACTIVE] tour, que tinha como base o novo cd, homônimo, e alguns outros sucessos anteriores. Abriram com “Lies”, a musica de trabalho daquele momento, e que possui um clipe excelente, trabalhoso e caro, num estilo mix de Waterworld e Mad Max de ser.

 

Até gostaria de comentar as duas primeiras músicas, mas infelizmente a gritaria era tamanha que não consegui ouvir as musicas, apesar do áudio estar em perfeitas condições e dos garotos fazerem ao vivo, exatamente o que fazem no CD.

 

Simpáticos, atenciosos, e competentes, até pela idade da banda, e a idade dos garotos, na média dos seus 22 anos, o McFly se pautou quase que à risca às faixas do RADIO [ACTIVE], fazendo do show, quase que uma promoção do novo álbum, o que, na minha opinião, soou um pouco egoísta para com os fãs, que já conheciam diversas canções já clássicas (!) da banda, e que não têm a disponibilidade de ver um show deles a qualquer momento. Por isso, a pouca mais de uma hora não foi, nem de longe, suficiente para o público matar a sede de McFly.

 

Músicas como Broccolli, Sorry’s not good enough, Bubble Wrap, entre tantas outras, e até mesmo covers dos próprios Beatles ficaram de fora da apresentação. Prometendo que voltarão em breve, o McFly se despediu cedo de um público ainda descrente que tudo aquilo estava acontecendo diante de seus olhos.

 

Ao final do show, ainda briguei ferozmente por uma baqueta atirada por Harry ao público, mas derrubado duas vezes ao chão, com cerca de dez pessoas por cima de mim, acabei não levando para casa nada além de um mico de ter me jogado no chão, fotografias desfiguradas, mas acima de tudo, as imagens de um ótimo show, gravadas eternamente na minha memória.

 

Ps: exatamente um mês depois eu voltava ao mesmo local para assistir Maroon 5. Outro show, outras histórias, que ficarão para outra hora.

18.11.08

:: Alguém pare o Azeredo ::

Current mood: ok.

 

Senador Eduardo Azeredo contra a juventude brasileira

 

 Há algumas semanas, a Lu me alertou que um projeto de banir a meia entrada para estudantes estava esperando aprovação no Senado. Ela me disse também que se isso acontecesse, provavelmente apenas as carteirinhas da UNE seriam validas, e que as escolas, Universidades e pós da vida também não poderiam mais fornecer esse benefício ao estudante.

 

Não botei muita fé no boato que estava rolando, até que me deparei com notícias que cada vez mais levavam a acreditar que o Senador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais, estava realmente querendo botar pra quebrar com os jovens do Brasil. Digo os jovens por duas razões: A primeira é o corte do benefício da meia entrada, e mais... O senador também quer tornar crime as atividades de milhares de internautas. Ele está tentando criminalizar o ato de distribuir conteúdo pela internet sem prévia autorização, sob pena de reclusão de 1 à 3 anos e multa.

 

Até aí realmente nada parece tão drástico, certo? O maior problema é que, assim não será permitido colocar legendas, traduzir e baixar videos, quadrinhos, músicas, e até mesmo as fanfictions (histórias criadas por fãs, utilizando-se de personagens já existentes) também serão consideradas atos criminosos.

 

Digo isto porque, pensando friamente, uma pessoa que tem 100 ou 200 CDs ou filmes baixados em casa, e que não faz uso disso para comércio, provavelmente se não os tivesse "pirata", não os teria originais. Portanto, gravadoras e produtoras se justificam e justificam a pirataria erroneamente o tempo todo.

 

Deixo claro aqui também que NÃO sou favorável à compra de produtos piratas, NÃO compro produtos pirata, mas baixo SIM conteúdos de internet. E todo as dores não só minhas, mas de toda uma geração que cresceu juntamente com a Internet no nosso país.

 

Porém, ao contrário do que se tem ouvido e lido por ai, o site do senado disponibilizou uma nota com explicação sobre o projeto de Azeredo, que dizia o seguinte:

 

PROPOSTA GARANTE MEIA-ENTRADA PARA ESTUDANTES E IDOSOS

 

"Ao contrário do que vem sendo divulgado e equivocadamente entendido, o projeto de lei apresentado pelos Senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Flávio Arns (PT-PR), que regulamenta o uso da meia-entrada para estudantes e idosos, não acaba com esse benefício. Trata-se de proposta para disciplinar a emissão de carteiras de estudante, com o apoio da UNE e dos produtores. É um projeto de interesse da sociedade, já que atualmente há descontrole na emissão dessas carteiras. A proposta garante o benefício a quem realmente tem esse direito: os alunos regularmente matriculados e as pessoas com mais de 60 anos.
O projeto não prevê o limite nos dias de validade da meia-entrada. Esse benefício, de acordo com o texto dos Senadores, vale para TODOS os dias, inclusive, domingos e feriados. A tentativa de mudar o texto original partiu de acordo feito, posteriormente, pelos produtores, com assinatura da UNE. O Senador Eduardo Azeredo não concorda com essa restrição. Neste momento o projeto encontra-se com a relatora, senadora Mariza Serrano, que ainda não formalizou o seu texto."

 

Fonte: http://www.senado.gov.br/web/senador/eduardoazeredo/detalha_noticias.asp?data=03/11/2008&codigo=47279

 

Agora, em se tratando de Brasil, e ainda mais, em se tratando de política brasileira, até onde MESMO os estudantes e idosos, além de internautas serão beneficiados com essas novas leis?

 

Você acredita em Eduardo Azeredo e seu bom samaritanismo???

 

Pare, pense e leve esse "protesto" adiante!