23
de
janeiro
Changes!
Devido a infelizes problemas com esse blog, mudei para:
http://ivanchagas.blogspot.com/
Agradeço a compreensão!
Ivan.
Devido a infelizes problemas com esse blog, mudei para:
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Agradeço a compreensão!
Ivan.
Current mood: okie dokie.
Queime depois de ler: irmãos Coen se encarregam em dar tom de humor negro em comédia enxuta.
Contraditórios. Ousados. Infames. Criativos. Gênios. Descerebrados. Seja qual for o adjetivo que você use para classificar os diretores Joel e Ethan Coen, uma coisa é fato comprovado: suas criações jamais passam em branco na opinião da crítica e do público.
Depois do sucesso da comédia de humor negro Fargo (1996), os inseparáveis irmãos que sempre criam ou dirigem suas películas em conjunto, alcançaram o estrelato, adentrando para o instável hall de diretores famosos, que se solidificou com O grande Lebowski, dois anos depois.
Entre umas e outras derrapadas no meio do caminho, como no caso de Os matadores de velhinhas, com elenco encabeçado por Tom Hanks, o circulo do estrelato ficou realmente completo no Oscar deste ano, quando os irmãos Coen levaram para casa quatro estatuetas douradas, resultado do excelente suspense sanguinário Onde os fracos não têm vez, adaptação do livro Onde os velhos não têm vez., do escritor norte-americano Cormac McCarthy.
Aproveitando o embalo do sucesso da premiação, a dupla não esperou muito para voltar à ativa e às suas raízes da comédia de humor negro, reunindo um elenco recheado de estrelas para as filmagens de Queime depois de ler (Burn after reading, EUA, 2008). Depois de ser exibida nas mostras de cinema de São Paulo e do Rio de Janeiro há poucos meses, a fita finalmente estréia em circuito nacional, prometida para essa sexta-feira, 28 de novembro.
George Clooney, Brad Pitt, Frances Mcdormand, Tilda Swinton e John Malcovich encabeçam o elenco de uma trama recheada de traições, falcatruas, suspense e morte, tudo não necessariamente nessa ordem, afinal, linearidade e caretice estão longe de serem características dos projetos dos Coen.
John Malcovich é Osbourne Cox, um agente da CIA que acaba de ser demitido de seu cargo e que, para se vingar, resolve escrever um livro de memórias contando todos os podres do serviço secreto americano. Juntamente com a perda do emprego, Cox tem que conviver diariamente com sua mulher Katie (Tilda Swinton), que faz de tudo para se livrar do marido e correr para os braços de seu amante, o investigador federal Harry Pfarrer (George Clooney), um canalha que só quer se limitar a manter um relacionamento com sua esposa, e traí-la esporadicamente, com alguma mulher que ele conheça.
A trama toda começa a fluir, quando Osbourne perde o CD com todos seus dados em uma academia, na qual trabalham Linda Litzke (Frances Mcdormand, que já havia trabalhado com os Coen em Fargo), uma mulher de meia idade aficionada em cirurgias plásticas, mas que não tem um tostão furado, e seu colega de trabalho, o personal trainner Chad (Brad Pitt). Com posse do CD, ambos resolvem chantageando o ex-agente da CIA, fazendo assim, o dinheiro mais rápido de suas vidas.
Como é de costume nas filmagens dos Coen, crimes sempre andam de mãos dadas com castigos, e no decorrer de Queime depois de ler, cadáveres acabam se empilhando durante os enxutos – e aproximados – 90 minutos de fita, das maneiras mais esdrúxulas e inimagináveis.
As atuações de Frances Mcdormand e Brad Pitt nos proporcionam momentos hilários, que infelizmente já haviam sido mostrados nos traileres e teasers antes do lançamento do filme. Talvez o fato das cenas estarem em seu devido contexto, façam a diferença para aqueles que já haviam tido uma mostra do filme.
Mas acima de qualquer suspeira, o que realmente deve ser considerado em Queime depois de ler, é o fato dos irmãos Coen terem presenteado atores que, já há algum tempo, estavam congelados e petrificados em papéis que Hollywood muitas vezes impõe.
Max Payne: filme sobre game traz Mark Wahlberg na pele do detetive com sede de vingança
Assim como livros, quadrinhos, fatos reais, e até mesmo séries de tv, os jogos de vídeo game estão se tornando alvos das adaptações cada vez mais freqüentes para enredos de cinema. Tomb Raider, com Angelina Jolie no papel de Lara Croft, Hitman - assassino, Doom e a série de vídeo games de maior sucesso nos cinemas, que já está na sua terceira parte, Resident Evil, são alguns exemplares que garantem uma provável vida longa ao gênero, que ainda tem muito que crescer no mercado cinematográfico.
Visando engrossar a lista de filmes baseados em games, temos Max Payne (Max Payne, EUA, CAN, 2008), com estréia prometida para essa sexta-feira, dia 21, nas principais salas de cinema do país. Sobreposto a um ar totalmente dark e acizentado, um tanto quanto film noir, como é de costume nos vídeo games, o enredo conta a história do renomado arquivista da polícia Detetive Max Payne (Mark Wahlber, Fim dos tempos), que vive às turras com sua consciência.
Max era um policial que estava se tornando bem sucedido. Tinha se casado, acabado de ter uma filha e estava finalmente conseguindo concretizar o sonho americano. Tudo acabou no dia em que sua casa foi invadida por viciados que acabaram por assassinar sua mulher, Michelle, e sua filha, ainda bebê.
Indignado com o ocorrido, Payne vive dia e noite à procura do terceiro meliante que invadiu sua casa no dia fatídico, já que, dois deles, pelo menos foram pegos e punidos pelo próprio detetive. A história deslancha quando o personagem principal encontra uma pista que pode levá-lo ao assassino de Michelle, naufragando no submundo de drogados e traficantes das noites de New York. Nesse ambiente ele conhece a russa Natasha (papel da sexy Olga Kurylenko, de 007 – Quantum of Solace), uma junkie que tenta seduzi-lo de todas as formas possíveis.
A história evolui a partir da morte de Natasha, que leva Max a encontrar uma rede de corrupção e experiências mal sucedidas entre traficantes e a empresa AESIR, a mesma na qual sua mulher trabalhava antes de ser morta, que fabricava uma droga chamada Valkyr, para deixar combatentes do exército invencíveis.
O diretor John Moore (Atrás das linhas inimigas), consegue manter diversos traços de jogos de vídeo game em sua película. O modo como Max corre, segura suas armas, atira, e até alguns takes com a câmera posicionada no ponto de vista do próprio personagem, dão um ar extremamente fiel ao jogo. Algumas cenas de ação, como a seqüência do tiroteio dentro da empresa AESIR, são de tirar o fôlego.
Numa trama envolta em sociedades secretas, demônios alados, drogas, corrupção e muitos tiros, um elemento se destaca de todos os outros, e é exatamente por isso que a fita tende a ter um bom aceitamento do público: a sede de vingança de Max Payne, e procura por uma paz interior. É esperar para ver.
Não deixe de conferir uma pequena parte após os créditos finais, que dão mostra de uma possível adaptação da segunda parte do game intitulada Max Payne 2: The Fall of Max Payne.
Com Bo Bridges, Mila Kunis, Chris O’donnell, o rapper Ludacris e participação especial da cantora Nelly Furtado.
Current mood: not feeling too good.
Histórico
Finalmente arrumei um tempo bom pra poder contar aqui no blog o que já descrevi para diversas pessoas. Ao menos em palavras as coisas, muitas vezes, ficam mais fáceis de serem explicadas: McFly concert in São Paulo!
Já na estrada há algum tempo, a banda formada por Tom (vocais e guitarra), Danny (vocais e guitarra), Harry (bateria) e Dougie (baixo) teve maior projeção depois de aparecer no filme da Disney, Sorte no amor (Just my luck, com a ainda sóbria Lindsay Lohan), podendo finalmente mostrar para o mundo todo, o poder da banda mais jovem a alcançar o primeiro lugar nas paradas britânicas, desbancando nada mais, nada menos que Os Beatles.
Mais de dois anos depois do filme, os garotos do McFly fizeram sua primeira passagem por terras brasileiras no mês de outubro, com quatro shows marcados – nas cidades de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro – e apresentações em programas de Tv e rádio. Até mesmo no dominical do chatérrimo Fausto Silva eles marcaram presença – nada melhor que um programa popular para se popularizar!
Como companhia para o show, que se realizou no dia 9 de outubro, no abafadíssimo e desorganizado Via Funchal, eu escolhi a Lu, claro! Saímos de Bragança às sete e meia da manhã, sendo que os portões da casa abririam às sete e meia da noite, portanto, tínhamos consciência que a espera seria longa.
Na fila
Chegando no local, ainda tínhamos que retirar nossos ingressos na bilheteria, pois eles haviam sido comprados no cartão de crédito, pelo site do Via Funchal. A surpresa que não estava esperando era a singela fila para entrar na casa… que a propósito, dobrava o quarteirão. Enquanto a Lu foi retirar os ingressos, eu encarei esta ultima fila que descrevi com o mesmo entusiasmo.
Como o público alvo da banda são os jovens, em sua maioria as garotas, era fato que, de 6.000 pessoas que a casa comportava, estavam lá dentro, mais ou menos uns 200 garotos – se não muito, que aturavam gritos, histeria e até desmaios. A quantidade de tênis All Star – Converse por metro quadrado era a maior já vista na face da Terra. De diversas cores, modelos, tamanhos, texturas, canos baixo, médio e longo, enfim, diversidade era o que não faltava. Xadrez também era outra tendência quase soberana quando usada como estampa para roupas e acessórios.
Acabamos fazendo algumas amizades na fila, que não nos oferecia outra alternativa à se alimentar no McDonald’s 24 h da Faria Lima. Afinal de contas, saco vazio não pára em pé, como pudemos ver durante todo show, em que meninas caíam uma a uma, visivelmente por falta de ar, descanso, alimentação correta e muita hidratação!
Enfim, quando os portões se abriram quase às dezenove horas, a fila, que até então estava organizada, se transformou em um aglomerado de pessoas, que, com medo de serem passadas para trás, atropelavam umas às outras, e no fim das contas a regra ficou mais do que clara: quem esta na calçada, estava na fila. E como quem não se deixa levar com a maré, luta contra ela, nós também pulamos muitas pessoas pela frente. Não me orgulho de dizer isso, mas era ser autor, para não ser vítima!
O show
Ao entrar no Via Funchal, a surpresa era mínima: estava bem cheio, mas ainda conseguimos um local um tanto quanto decente, ao menos para mim, que tenho 1,80 e tinha uma voa visão do palco. Já a Lu, que tem 1,50, não teve a mesma sorte. Algumas pessoas se arriscavam a se aglomerar na frente, junto à grade que separava o palco da pista.
A banda de abertura era Breakout. Poderia deixar essa parte vazia, sem comentários. Aliás, vazio era um adjetivo que cabia muito bem aos caras que tentavam tocar alguma coisa. O “show” deles demorou muito, as musicas eram horríveis, sem sentido algum, o vocalista tinha uma voz péssima, e ainda por cima um dos integrantes tentou dar showzinho, num estilo Bono Vox wannabe, chamando uma menina (quase não escolhida a dedo) da platéia, para dar um beijo nele, enfim… cenas patéticas e completamente desnecessárias.
Enfim, após mais de 10 horas de espera no total, McFly entrou no palco, para apresentar a sua RADIO [ACTIVE] tour, que tinha como base o novo cd, homônimo, e alguns outros sucessos anteriores. Abriram com “Lies”, a musica de trabalho daquele momento, e que possui um clipe excelente, trabalhoso e caro, num estilo mix de Waterworld e Mad Max de ser.
Até gostaria de comentar as duas primeiras músicas, mas infelizmente a gritaria era tamanha que não consegui ouvir as musicas, apesar do áudio estar em perfeitas condições e dos garotos fazerem ao vivo, exatamente o que fazem no CD.
Simpáticos, atenciosos, e competentes, até pela idade da banda, e a idade dos garotos, na média dos seus 22 anos, o McFly se pautou quase que à risca às faixas do RADIO [ACTIVE], fazendo do show, quase que uma promoção do novo álbum, o que, na minha opinião, soou um pouco egoísta para com os fãs, que já conheciam diversas canções já clássicas (!) da banda, e que não têm a disponibilidade de ver um show deles a qualquer momento. Por isso, a pouca mais de uma hora não foi, nem de longe, suficiente para o público matar a sede de McFly.
Músicas como Broccolli, Sorry’s not good enough, Bubble Wrap, entre tantas outras, e até mesmo covers dos próprios Beatles ficaram de fora da apresentação. Prometendo que voltarão em breve, o McFly se despediu cedo de um público ainda descrente que tudo aquilo estava acontecendo diante de seus olhos.
Ao final do show, ainda briguei ferozmente por uma baqueta atirada por Harry ao público, mas derrubado duas vezes ao chão, com cerca de dez pessoas por cima de mim, acabei não levando para casa nada além de um mico de ter me jogado no chão, fotografias desfiguradas, mas acima de tudo, as imagens de um ótimo show, gravadas eternamente na minha memória.
Ps: exatamente um mês depois eu voltava ao mesmo local para assistir Maroon 5. Outro show, outras histórias, que ficarão para outra hora.
Current mood: ok.
Senador Eduardo Azeredo contra a juventude brasileira
Há algumas semanas, a Lu me alertou que um projeto de banir a meia entrada para estudantes estava esperando aprovação no Senado. Ela me disse também que se isso acontecesse, provavelmente apenas as carteirinhas da UNE seriam validas, e que as escolas, Universidades e pós da vida também não poderiam mais fornecer esse benefício ao estudante.
Não botei muita fé no boato que estava rolando, até que me deparei com notícias que cada vez mais levavam a acreditar que o Senador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais, estava realmente querendo botar pra quebrar com os jovens do Brasil. Digo os jovens por duas razões: A primeira é o corte do benefício da meia entrada, e mais… O senador também quer tornar crime as atividades de milhares de internautas. Ele está tentando criminalizar o ato de distribuir conteúdo pela internet sem prévia autorização, sob pena de reclusão de 1 à 3 anos e multa.
Até aí realmente nada parece tão drástico, certo? O maior problema é que, assim não será permitido colocar legendas, traduzir e baixar videos, quadrinhos, músicas, e até mesmo as fanfictions (histórias criadas por fãs, utilizando-se de personagens já existentes) também serão consideradas atos criminosos.
Digo isto porque, pensando friamente, uma pessoa que tem 100 ou 200 CDs ou filmes baixados em casa, e que não faz uso disso para comércio, provavelmente se não os tivesse "pirata", não os teria originais. Portanto, gravadoras e produtoras se justificam e justificam a pirataria erroneamente o tempo todo.
Deixo claro aqui também que NÃO sou favorável à compra de produtos piratas, NÃO compro produtos pirata, mas baixo SIM conteúdos de internet. E todo as dores não só minhas, mas de toda uma geração que cresceu juntamente com a Internet no nosso país.
Porém, ao contrário do que se tem ouvido e lido por ai, o site do senado disponibilizou uma nota com explicação sobre o projeto de Azeredo, que dizia o seguinte:
PROPOSTA GARANTE MEIA-ENTRADA PARA ESTUDANTES E IDOSOS
"Ao contrário do que vem sendo divulgado e equivocadamente entendido, o projeto de lei apresentado pelos Senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Flávio Arns (PT-PR), que regulamenta o uso da meia-entrada para estudantes e idosos, não acaba com esse benefício. Trata-se de proposta para disciplinar a emissão de carteiras de estudante, com o apoio da UNE e dos produtores. É um projeto de interesse da sociedade, já que atualmente há descontrole na emissão dessas carteiras. A proposta garante o benefício a quem realmente tem esse direito: os alunos regularmente matriculados e as pessoas com mais de 60 anos.
O projeto não prevê o limite nos dias de validade da meia-entrada. Esse benefício, de acordo com o texto dos Senadores, vale para TODOS os dias, inclusive, domingos e feriados. A tentativa de mudar o texto original partiu de acordo feito, posteriormente, pelos produtores, com assinatura da UNE. O Senador Eduardo Azeredo não concorda com essa restrição. Neste momento o projeto encontra-se com a relatora, senadora Mariza Serrano, que ainda não formalizou o seu texto."
Agora, em se tratando de Brasil, e ainda mais, em se tratando de política brasileira, até onde MESMO os estudantes e idosos, além de internautas serão beneficiados com essas novas leis?
Você acredita em Eduardo Azeredo e seu bom samaritanismo???
Pare, pense e leve esse "protesto" adiante!
Current mood: ok.
Na madrugada dessa quarta-feira estava eu na frente da tv, quase indo dormir, quando me interrompe a programação a musiquinha arrepiante do plantão urgente da globo. Até que fui rápido no pensamento: " com certeza o presidente dos EUA foi eleito", e diga-se de passagem, já tava mais do que na cara quem seria: Barack Obama, né povo?
Pra ser bem sincero, não entendo necas de política, quanto mais política internacional. Acho tudo muito volátil, e pra mim, quem diz que entende, na verdade só sabe ser parcial, em detonar ou defender uns e outros, sem explicar ou expor bons argumentos. Exemplo? Quem gosta do PT, quem detesta. Quem adora o Lula, quem odeia, e assim vai.
O que gostaria de comentar mesmo é o discurso que Obama fez perante a milhares de pessoas que seguravam orgulhosamente e balançavam freneticamente bandeirinhas estado unidenses, num mar de gente que nem shows de pop stars conseguem propiciar.
Após saber que o atual presidente eleito dos EUA gastou mais de 21 bilhões de dólares em sua campanha, e que, grande parte disso se deve à "doações" feitas pelo povo, me esclareceu que, não era pra menos mesmo a sua vitória. Eu já tinha lido em um blog sobre a "loja Obama", que comercializava roupas, bolsas, buttons, bandeiras, canecas, bonés entre outros balangandãs com a estampa do então candidato, como se pode comprovar no Obama Store. (http://store.barackobama.com/source=homepage_tworows_cat&Click=529718), agora em promoção com quase 50% de desconto!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Enfim, se a candidatura dele será boa ou ruim para os EUA, e também para outros países que vivem de comum acordo, ou até mesmo completa dependência americana, eu ainda não sei. Sinceramente, acho muito difícil falar, só vendo a cara de uma pessoa, o que ela realmente vai poder fazer de diferente pra uma nação toda.
No desenrolar do discurso do democrata Obama, suas palavras me passavam a sensação de quando o Lula foi eleito, obviamente sem os erros de português grotescos, o suadouro que deu no cara, e a dificuldade da faixa que entrava fácil no magrinho FHC, entalando no rechonchudo representante do PT.
Tive a sensação de um discurso populista, sobre mudanças (que foi o que mais ouvi quando meus amigos falaram o porque de votar no Lula: mudança!), agradecimento ao povo, dizendo que aquela vitória não era dele, era dos americanos, inclusive uma frase me chamou muita atenção: Quem um dia duvidou que aqui foi, é e será um lugar de oportunidade, veja que isso é America (sim, minha dificuldade era enorme em ouvir o que ele dizia, perante a tenebrosa tradução simultânea da Cristiane Pelajo!).
Bom, eu só acredito mesmo que vai ser difícil qualquer situação ser revertida da noite para o dia. O presidente do Brasil, por exemplo, já disse que gostou "mutchio" da vitória do Obamão, e que espera que ele consiga, em até um ano (deu prazo o abusado!), resolver a crise dos EUA, e ajude os países mais pobres, "incruisivi o Brasiu, craro".
Bem, ou mal, eu simpatizo com Obama. Achei sincero, apesar do discurso de popstar (gente, ele foi 2 vezes capa da Rolling Stone!rsrsrs) , mas quero mesmo é que ele dê um jeito desse dólar baixar, se não, vai ser difícil viajar!!!rs* Será que mudanças realmente podem acontecer?
Current mood: ok.
Ensaio sobre a cegueira: Meirelles tenta ajustar a brancura de Saramago.
Creio que não faz muito tempo que reportei em alguma de minhas críticas que as adaptações de grandes obras literárias para as telas de cinema estão cada vez mais em alta. Não me lembro a qual filme me referia na ocasião, mas posso citar títulos desde best-sellers, como O caçador de pipas, até ganhadores de Oscar, a exemplo de Onde os fracos não têm vez, ou ainda películas que nos fazem surpreender quando descobrimos que suas origens são páginas de livros, como o blockbuster Eu sou a lenda.
Quer queira ou não, quando uma adaptação é levada para o cinema, o que mais se espera é a sua fidelidade para com a literatura. Para diretores e roteiristas, encontrar brechas e licenças na sua criação – baseando-se na criação alheia, é bem verdade – são as maiores dificuldades encontradas na transposição da obra, que quando alteradas, provocam, invariavelmente a ira de fiéis leitores, e da crítica – por diversas vezes imperdoáveis.
A adaptação mais esperada desta temporada, ainda em exibição nos cinemas de todo o mundo, e que tem gerado grande polêmica, ao meu ver, até agora sem explicação, é Ensaio sobre a cegueira (Blindness, CAN, BRA, JAP, 2008), dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus, O jardineiro fiel), e baseado na obra do escritor português José Saramago, ganhador do prêmio Nobel de literatura.
Creio que nunca tive tanto conhecimento de causa para escrever um texto como o que estou fazendo hoje, afinal de contas, tive a oportunidade de ler Ensaio sobre a cegueira, antes de assistir ao filme nos cinemas, e posso dizer com todas as letras, que desde o primeiro minuto de fita, desde os close-ups nas alterações de verdes, amarelos e vermelhos do semáforo, tive a mais plena certeza de que Meirelles se superaria mais uma vez, realizando um trabalho excepcional atrás das câmeras.
A premissa da obra de Saramago é demasiadamente intrigante. De dentro de seu carro, um homem espera o semáforo abrir, quando sem razão alguma ele cega. Uma cegueira branca, como se ele estivesse submerso, porém com os olhos abertos, em um mar de leite. Este homem é o primeiro de muitos que irão cegar dentro de dias e meses, até que toda a população de uma megalópole também deixe de enxergar, transformando a cidade em um mar de caos, desordem, lixo, podridão.
Frente a todo o medo de contágio que a cegueira branca gera na população, o governo decide isolar os contaminados, e até mesmo aqueles que já tiveram contato com os cegos, em locais isolados e guardados por homens armados, com ordens de matar qualquer um que tente atravessar seu limite. Peculiarmente, os personagens não possuem nome, apenas uma pouca identidade.
A trama é encabeçada por um médico oftalmologista (Mark Ruffalo, de Traídos pelo destino), sua mulher, imune à cegueira branca (Julianne Moore, de Filhos da Esperança), uma prostituta (a brasileira Alice Braga, de Eu sou a lenda), e conta com alguns outros personagens secundários, porém essenciais para que o enredo se discorra, como é o caso do velho da venda preta (papel de Danny Glover), e o rei da ala 3 (Gael García Bernal, de Diários de motocicleta).
Creio que o massacre pelo qual a fita de Meirelles têm passado, seja de um comportamento burro por parte da grande maioria da crítica. Mas sendo adverso, desde quando a opinião de uma grande maioria é essencialmente correta. Generalizações e maiorias, quando não apoiadas em opiniões corretas, se confundem sim. Erram sim, e mal julgam também.
As distorções de luz e imagem, a brancura extrema e desconfortante de Meirelles, junto às atuações sem grandes surpresas de um elenco que poderia ter feito mais, e uma história tão pálida quanto à da obra, fazem de Ensaio sobre a cegueira o que ele realmente é: mediano. É ininteligível que uma classe de pessoas culpe um diretor por ter feito exatamente o mesmo que uma obra o é, afinal de contas, pensem na dificuldade de transpor a cegueira para um público que vê.
Sem bobagens meditatórias ou conspiratórias, do tipo “a mulher do médico era Deus, e conseqüentemente os olhos que guiava a humanidade”, ou ainda “temos que nos conscientizar sobre o que a sociedade está fazendo com si mesma”, Fernando Meirelles faz, com esmero, o que está ao seu alcance: dar visão própria à uma obra já cega desde sua escrita.
Current mood: cold.
Crítica de cinema
Capítulo 27: assassino de John Lennon dissecado com minúcias.
O dia 8 de novembro de 1980 se tornou fatídico quando cinco disparos de arma de fogo ecoaram na anormal quietude do céu de Nova Iorque. Em frente ao edifício Dakota, localizado à Rua 72 com Central Park West, em Manhattan, Mark David Chapman, como ele mesmo descreveria, um homem pacato e vulnerável frente a um mundo repleto de dor e falsidade, cometia um dos crimes mais chocantes daquela época: o assassinato do ex-Beatle John Lennon.
Uma história real como a morte de uma das mentes mais brilhantes que a música já conheceu, provavelmente será contada várias vezes, e cada qual ao seu modo e peculiaridades. Talvez isso ainda não tenha sido feito devido ao enorme poder que a viúva de John, Yoko Ono, parece possuir sobre os direitos, sobre a imagem, sobre a história de seu ex-marido, e se limita ao máximo em não comentar absolutamente nada a respeito da vida e da morte do mesmo.
A visão mais recente, e a única que conheço até então sobre o crime cometido pelo desequilibrado Mark Chapman, é a do diretor estreante J.P Schaefer que, baseado na obra Let me take you down: por dentro da mente de Mark David Chapman, o homem que matou John Lennon , conseguiu realizar a película Capítulo 27 (Chapter 27, EUA, 2008), lançada essa semana, diretamente em formato DVD, nas locadoras do Brasil.
O pensamento de que, para se ter compensações, sempre são necessários grandes sacrifícios, no cinema, tem se transformado de alternativa à regra. Em filmes baseados em fatos reais, como é o caso de Capítulo 27, essa máxima é ainda mais forte. O filme é, exclusivamente sobre o algoz, portanto, em sua grande parte, o assassino de Lennon, acaba por dialogar com seu interior: o que ele pensa, como ele deve agir ao se encontrar com sua vítima, suas angústias, frustrações e expectativas. Um fluxo de consciência quase que constante, e que funciona de maneira incrível para expressar a instabilidade emocional do protagonista.
Para o papel de Chapman, foi escolhido o magricelo Jared Leto. Até então, um ator de pouco reconhecimento no cinema. Seu grande destaque foi no alternativo e excelente Réquiem para um sonho. Atualmente, Leto é mais famoso por ser vocalista da banda emo – o lápis preto nos olhos, e franja na fronte atestam o que digo – 30 seconds to Mars. Como o assassino era um homem rechonchudo, feio e desengonçado, é mais do que evidente o esforço que Jared teve que fazer para talvez mirar um Oscar: engordar quase trinta quilos para o papel, que ainda necessitou de trejeitos e mudanças na fala. A transformação, deu-se excepcional.
Chapman detesta cinema, falsidade, vulgaridade. Antes de matar John, se hospeda em hotéis, bebe drinks, se diverte com uma prostituta, e apesar de se achar a única pessoa normal na cidade, deixa escapar momentos de nervosismo. Tudo nele é patológico. Seus gestos, seu modo de falar, as mentiras que conta. As semelhanças com Holden Caufield, o protagonista de O apanhador no campo de centeio – livro encontrado com Chapman na hora do crime – não são mera coincidências. Ele não apenas admirava o garoto de 17 anos, protagonista da obra literária, como achava que era o próprio Holden.
Para dar ainda mais veracidade à película, as cenas são feitas quase que completamente na calçada do Dakota que, por si só, já emanava um ar sombrio. A participação de outros personagens na trama são extremamente superficiais, como é o caso da garota Jude (papel da adolescente problema Lindsay Lohan), que esperava junto a Chapman, a chegada de Lennon para uma conversa, um autógrafo ou apenas um “oi”.
Um drama denso, uma atuação impecável, e direção estreante com o pé direito, claramente tinham o direito de um reconhecimento melhor, e um acolhimento maior do público. Ainda não sei dizer se pela pequena produtora, ou se por problemas burocráticos (Yoko, talvez?), Capítulo 27 não conseguiu o destaque merecido. Intercalando alguns depoimentos verídicos de fãs da época, a fita ainda exibe algumas curiosidades e particularidades do brutal assassinato, mas acima de tudo, disseca com expressividade um homem que fez seu nome ser reconhecido, tornando o de outro, apenas uma lenda.
Current mood:
cold
Sara Bareilles - feel good song.
Para quem nunca parou para pensar e refletir no assunto, existem grandes diferenças entre cantores, compositores, show-men or women, musicos e tantas outras categorias nas quais podemos subdividir as pessoas que vivem de algo tão prazeroso que nos envolve dia e noite: a música.
Para ser bem sincero, meu MP3 player é uma completa salada de gêneros, títulos, artistas, influências e adversidades. Simplesmente detesto pessoas ecléticas, por que pra mim respoder isso à frente de uma pergunta como "Quais são seus gostos musicais?", é uma completa falta de personalidade e identidade. Há coisas que fazem bem e mal pra você, e acima de tudo: coisas que fazem sentido pra quem escuta.
Voltando às minhas preferências, digo que me fascino com pessoas que conseguem levar milhares de outros seres à um estadio, ou casa de shows, por pura performance, à exemplo do que estamos vendo com o show da Madonna, que se aproxima do nosso país. Não vejo absolutamente nada de sobrenatural nessa mulher. Aliás, não daria um real por esse show dela, tendo em vista o pé no saco que é seu último álbum. Mas devo admitir que ela é uma pessoa completamente performática e que sabe o que faz. Até aí, bom pra ela.
Mas o que me conquista mesmo na música são pessoas que não a fazem simplesmente pra lucrar (apenas lucrar), e sim para agradar, encantar, e dar o prazer de uma paz plena em ouvir o que essa mesma tem a dizer através de seu dom. Afinal de contas, cantar é um dom, e assim como quaisquer outros, há quem nasça sabendo fazer, e há quem vai morrer pagando aulas particulares de canto, sem entoar uma nota decente sequer.
Nesse último caso, se encaiza mais do que perfeitamente a cantora norte-america Sara Beth Bareilles, nascida em Eureka, estado da Califórnia, em 7 de dezembro de 1979, portanto há 28 anos, e que adotou apenas o primeiro e último nomes como artísticos, portanto se um dia a encontratem passeanda sobre um chão de ladrilho, chamem-na solamente de Sara Bareilles, right?!
Eu a conheço há pouco mais de três meses, mas mesmo sendo recente, a cantora já entrou direto no top 10 dos mais tocados do meu Ipod. Além de cantar, Sara também é compositora e instrumentista - toca piano e violão maravilhosamente, diga-se de passagem.
Embora na ativa desde 2003, a cantora só conseguiu fechar contrato com a gravadora Epic (Sony) em 2005. Desde o ano passado, quando Sara finalmente lançou seu debut album intitulado Little Voice, ela começou a abrir shows de artistas como Aqualung e o inglês Mika (ótimos as well). O seu primeiro single, a deliciosa Love Song acabou por abocanhar o top 5 da Billboard Hot 100 nesse ano.
Procurando por fontes aqui na net, acabei descobrindo que a canção Bottle it up é parte integrant da trilha sonora da novela global das oito (nove?), A favorita (como não vejo novelas, nem sabia disso. Já assisti muito, mas hoje já não dá!). Além do seu primeiro single, e desta canção da novela, asfaixas One Sweet Love, Vegas, Love On The Rocks e Fairytale são as minhas favoritas.
A levada das canções de Sara são bem semelhantes à de Colbie Cailat, exceto pelo clima e balada praieiras que a última possui (por sua vez, gostaria de dizer que para mim, Colbie é um Jack Johnson de saias - and that’s amazing!).
Outro elemento totalmente à favor de Sara são seus clipes e seu visual. Fica mais do que evidente que ambos são plenamente influenciados pela película O fabuloso destino de Amelie Poulain e pela série de tv da Warner Pushing Daises, tanto pelos tons pastéis, quanto pela inocência e brilhantismo com que foram realizados.
Para conferir visualmente o que disse acima, nos links abaixo seguem os três clipes que Sara tem até então:
- Love Song: http://www.youtube.com/watch?v=MR5xv3pt7KI
- Bottle it up: http://www.youtube.com/watch?v=5y2-agVy_V8
- Fairytale: http://www.youtube.com/watch?v=2cGQoPmefyA
Bem, creio que isso é tudo que posso dizer de Sara Bareilles por enquanto. Espero que possam conferir o que disse aqui. Se gostarem, escrevam, se não, também escrevam, certo?! Quem tiver uma sugestão de boa música, pode me mandar também, que ouvirei com certeza e darei meu parecer.
That’s all.
Currently listening: Little Voice, by Sara Bareilles.
Current mood:
ok.
Crítica de cinema
O amor não tem regras: Clooney, football, comédia e amores nos anos 20.
Em qualquer ângulo que analisemos, podemos constatar que a vida é feita de ciclos. Nos costumes, nos padrões, na moda, na música, e como o cinema é a representatividade conjunta de diversos desses elementos, ele acaba sempre passando por ciclos, como conseqüência.
Retratar o passado em uma película, de forma original e concreta, é um feito realizado por poucos. E quando digo passado, não me refiro a cinco ou dez anos passados, e sim a décadas, centenários, ou até mesmo milênios. Porém, quando feitas essas regressões a tempos longínquos, os gêneros mais prováveis a serem explorados pelas películas são drama e aventura, como vemos aos exemplos de clássicos como Ben Hur, Em nome da rosa e E o vento levou…, ou até os mais recentes Elizabeth – A era de ouro e Sangue Negro.
A comédia, gênero desmoralizado por “besteiróis”, e conseqüentemente desprezado pelas grandes premiações, como o Oscar e Globo de ouro, ao meu ver não tem, até hoje nenhuma película que possa representar uma época passada de forma leve e graciosa, como é de seu estilo, mantendo distância do chamado pastelão. Retificando: Não tinha um representante.
O inquieto ator e eterno galã de Hollywood, George Clooney, tem registrado seu nome no hall da fama há tempos. Porém, é atrás das câmeras que também vive sua outra paixão: dirigir. Até então, ele tinha tido êxito no chatíssimo Boa noite, e Boa Sorte, indicado a seis Oscar, em 2006, ano em que o ator levou o prêmio de Melhor ator coadjuvante por Syriana – A indústria do petróleo.
Após emergir em filmes densos como Conduta de Risco, e ficar um pouco afastado da direção de filmes, Clooney retorna na frente e atrás das câmeras com O amor não tem regras (The Leatherheads, EUA, 2008), uma película que pulou as salas de cinema brasileiras e aportou diretamente em DVD nas locadoras do Brasil nesta semana, e que, mais uma vez, possui uma tradução de título completamente alienada a seu enredo – leatherhead seria algo como “cabeça de couro”, devido ao fato dos jogadores de futebol americano utilizarem capacetes confeccionados do material bovino.
Com muita simpatia, charme e diversos filtros de coloração sépia para dar o ar retro às filmagens, George Clooney volta quase oitenta e cinco anos no tempo, para retratar o início da profissionalização do football - um dos esportes mais idolatrados pelos americanos.
Ouvindo assim dizer, pode-se até imaginar que, assim como em Boa noite, e boa sorte, essa inebriante atmosfera antiga criada pelo diretor, acaba por deixar o filme monótono e sem graça. Mas diferentemente do primeiro filme, em O amor não tem regras, Clooney fez um trabalho completamente oposto, quando inseriu elementos de comédia e romance pueris, típicos da década de 20 – que aqui no Brasil, foram explorados pelo folhetim global O cravo e a rosa, de 2001.
O enredo simplista, conta a trajetória de um já decadente time de várzea, os Duluth, liderados por Jimmy ‘Dogde’ Conelly, que apesar de sua idade avançada para os padrões de um jogador, ainda luta para se manter e conseqüentemente manter seu time na ativa. Para que isso aconteça, ele propõe ao novato – porém invencível – Carter Rutherford (John Krasinski, do lamentável Licença para casar), que se uma ao grupo, já que o garoto costuma levar multidões aos estádios por onde passa.
O único problema é que, na cola de Carter, está a charmosa jornalista Lexie Littleton (Renée Zellweger, a eterna Bridget Jones), mandada pelo periódico Times, para fazer uma matéria e descobrir um segredo que poderia acabar com a carreira meteórica do jogador. Do amor e das regras descritas no título brasileiro para o filme, resta apenas a deliciosa química entre Renée e Clooney, que, entre um jogo e outro, podem acabar caindo de amores um pelo outro.
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