Acid Boy

Um blog feito por um Jornalista (por formação), e crítico de cinema (por insistência e paixão). Aqui se encontra, ao menos alguma parte de você em mim, nas minhas palavras e pensamentos. So, keep coming back for more!

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Terra Blog

Arquivo de: Dezembro 2007, 17

17.12.07

...: Meu pai, eu, a Fernanda Paes Leme e o CU :...

Current mood:  nostalgic.

 

O título era pra ser provisório, assim como foi a situação e o sentimento bem momentâneo mesmo. Bom, quem aqui não tem pai e briga como gato e rato com ele que atire a primeira pedra, certo?! O meu, ou melhor, a minha relação com meu progenitor, realmente nunca foi das mais fáceis, ainda mais depois que eu cresci e finalmente começei a ter opiniões próprias e defendê-las com unhas e dentes (é, isso deve fazer uns bons anos!!!rsrs).

 

Acabei deixando o título como está porque reflete bem a situação em que me encontrei na quarta-feira passada. A palavra que me remete à tudo isso, e que tanto temo?! SUPERMERCADO! É isso mesmo, aquele lugarzinho cretino que só me faz gastar, com tudo o que, me desculpem a franqueza, vai vivar cocô dias depois (às vezes horas!), e que me faz tanto ter vontade de morar nele, ou no mínimo me esquecerem trancado uma noite apenas!

 

Eu não me lembro de todas as brigas que já tive com meu pai, mas algumas são realmente clássicas, como uma que tive aos doze anos, numa semi-final das Olimpíadas de 1996, que o Brasil perdeu pra Nigéria, e ele não parava de me irritar...até que me prendeu no meio das cobertas, e eu estava quase morrendo de claustrofobia (nem sabia o que era isso na época), mas quando ele me soltou, joguei uma cadeira de praia e um chinelo nele. Acho que a marca do chinelo (um roxo na perna) perdura até os dias de hoje. Juro! Foi a primeira e única vez que apanhei na vida. Dele, claro!kkkkkkkkkkkkkkkkk

 

Bom, creio que a partir daí as brigas nunca pararam. A mais recente que foi realmente memorável, se deu no Natal do ano passado, quando ele, lunaticamente chutou uma gaveta em cima de mim. Não acertou, mas foi um rebú em casa, e minha mãe quase deu nele. Não que eu precisasse de proteção, até porque a minha única reação foi olhar pra trás, pra cara dele, pra gaveta estendida no chão, pra cara dele denovo, e sair andando, com o ar de desdém costumeiro. Só faltou um "That's all!", à la Miranda Prisley, de "Diabo veste prada", sem o ar feminino, claro!hueheuheu

 

 

 

 

 

Quem já presenciou sabe. As brigas quase que em sua maioria começam de uma brincadeira ou provocação de alguma das duas partes. Provocação vai, provocação vem, a coisa vai esquentando, as brincadeiras acabam virando ofensas, e BUM...a discussão está armada. No caso desse post, conto agora a mais recente, que, como já disse anteriormente, se deu no supermercado, semana passada.

 

Eu vou muito de vez em nunca ao supermercado com ele e minha mãe para fazer as compras da semana. Sim, isso mesmo, por pura burrice e estupidez, eles fazem compras semanais, e não mensais, que saíríam muito mais em conta, e o tempo economizado no final do mês também seria excelente para arranjar algo mais interessante a se fazer do que ficar rodando corredores e mais corredores de cimento queimado atrás de produtos para consumo próprio...mas enfim, aqui entra mais uma discussão...

 

Na semana passada, minha mãe tinha um jantar de fim de ano para comemorar, e quem ficou à cargo de fazer compras com meu pai??? Esse aqui que vos escreve, ÓBVIO! Que tristeza. Sempre faltam assuntos entre nós, já que os que existem são completamente díspares. Eu gosto de musica, ele não sabe o que é um Ipod. Eu gosto de filmes. Ele não se conforma em gastar R$800,00 reais num Home-Theater. Eu gosto de futebol. Ele facilmente perguntaria "por que ninguém passa a bola pro cara de preto (juiz)". Enfim, novamente, os assuntos não batem.

 

O caso é que, uma vez por mês (isso parecerá evidente daqui a pouco), eu compro a revista VIP, no próprio supermercado. Primeiro que eu raramente vou em bancas de jornal. Eu leio a Veja que meu irmão compra toda semana, e muito conteúdo de Internet, portanto, não me faz muita diferença. Segundo que, já que eu to no supermercado mesmo, e a revista está ali na minha frente clamado pra ser lida, creio que não fazer diferença nenhuma na conta bancária dele, dez reais à mais, ou à menos por mês...mas vai enteder a cabeça do ser...

 

Bom, não bastando ele querer me irritar na hora que eu coloco a revista no carrinho, dizendo "Isso vai ser descontado do seu salário, viu?!". (Sim, trabalho com ele, e ele paga metade do meu salário). Ele também faz questão de irritar ao quadrado quanto ele está TIRAAAANDO a revista do carrinho, leia-se, NA FRENTE da pessoa que está no caixa!!! Que ódiooooo!

 

 

 

 

Dessa vez, extrapolando os limites do bom senso térraqueo (pq o dele deve ser extraterreno), e vendo que eu me controlava para não discutir na frente de pessoas estranhas (situação desagradabilíssima!), ele olhou pro caixa e falou: "Que cara folgado...pega a revista e eu que tenho que pagar?!"....tipo, "meu, se interra no assunto que a coisa vai esquentar!". Ele estava pedindo, não....diria mais....ele estava de joelhos e me implorando por um barraco.com.br!!!!!

 

Pediu, e eu aceitei, claro!!!!

 

Eu virei pra ele e disse: "Você não está reparando que não está sendo engraçado, e apenas está criando uma situação constrangedora tanto pra mim quanto pro caixa, e daqui a pouco pra VOCÊ???".

 

E ele...."Ahhh....que situação o que, moleque?!"...

 

"Da próxima vez que você fizer essa brincadeirinha de descontar do salário, ou referir a situação à uma pessoa "de fora", eu vou falar o que vai ser descontado!", disse eu.

 

"Ah, fica quieto, que eu vou descontar mesmo....fala agora", retrucou a criança de 65 anos.

 

Dai eu explodi, não deu mesmo pra aguentar...

 

"Sabe o que vai ser descontado??? O SEU Cuuuuuuuuu!". Perdi o respeito, assim como já perdi diversas vezes. Me envergonho um pouco, mas re realizo outras tantas vezes, claro. Direito de resposta é a minha filosofia!rsrs...

 

Bom, daí foi meio que natural ele querer dar uma de "paizão" e me chamar de boca suja, vou lavar sua boca com sabão e blá, blá, blá...

 

Eu disse que ele era muquirama e mão de vaca (descompassadamente esquecendo que são sinônimos, pra vocês terem uma noção do nervosismo da situação!!!), e que se ele quisesse, da próxima vez eu iria com DEZ reais no bolso, só pra ele enfiar onde ele quisesse...aquela coisa de barraco mesmo, fazendo piadinhas infames, e menções de duplo sentido.

 

Não nos falamos mais no supermercado, nem no carro e nem em casa. No dia seguinte tudo já tinha passado, até porque, a gente é muito igual. É, deve ser por isso que brigamos tanto. Coisa que só pais e filhos podem entender, né!?

 

Ah, você deve estar se perguntando o que a Fernanda Paes Leme tem a ver com a história, né?! Nada....ela só era a capa da revista mesmo. Ensaio tosco, digo de passage. A revista não valia a briga.

 

 Currently listening: Sean Kingston, by Sean Kingston.

(Soooo Shaggy).