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okay.
Juno: a tênue linha entre juventude e a esquisitice.
No último domingo, 24 de fevereiro, aconteceu a maior premiação de cinema mundial: o Oscar. Tapetes vermelhos, pessoas bem vestidas, outras nem tanto, celebridades aos montes, choros de tristeza, lágrimas de alegria, discursos curtos, outros longos, enfim, uma cerimônia que tem lá seus itens de série, e que atrai milhões de espectadores ao redor do planeta. Para a minha falta de sorte, eu não consegui ver o Oscar. Sim, logo eu. Mas talvez eu possa dizer que foi por uma boa causa, afinal troquei uma festa de cinema, pelo cinema em si.
Infelizmente, para nós, brasileiros, acompanhar o Oscar é uma tarefa um tanto quanto difícil. Nessa época do ano, os filmes tendem a chegar nos nossos cinemas e locadoras em uma velocidade um pouco maior, mas não tão logo quanto no hemisfério superior (comprovando que, quando se quer, se pode acompanhar os cinemas americanos). Piaf, um hino ao amor, é um exemplo recente, pois mal saiu dos cinemas brasileiros, já estava, há duas semanas, nas locadoras do país.
Eu fui aos cinemas com apenas um intuito: assistir a um filme que estivesse concorrendo em alguma categoria do grande premio de cinema. Isso era fato para mim, e nada poderia sair do script. Como disse anteriormente, o Brasil não acompanha os lançamentos americanos com o mesmo “afinco”, portanto, eu não tinha uma gama de opções como achei que pudesse ter. O que me restou, foi Juno (Juno, EUA, 2007), que havia estreado na sexta-feira, 22, e estava concorrendo ao Oscar em 4 categorias (Melhor Filme, Melhor Atriz (Ellen Page), Melhor Direção, e Melhor Roteiro Original).
Eu confesso que a minha curiosidade em assistir Juno era maior do que ver qualquer um dos outros concorrentes. Mas ao mesmo tempo tinha um enorme receio, pois nunca tenho sorte com filmes que viram queridinhos do publico, da noite para o dia. Mesmo assim, a situação estava bem favorável à história, que, até onde sabia, girava em torno de uma adolescente, que engravidara, mas não ficaria com o bebê, e arrumaria uma maneira de “se livrar do problema”.
Eis aqui a minha segunda confissão: não apenas assisti o filme, como realmente me tornei mais um admirados em meio à essa massa que o colocou entre o “queridinho do ano”. E sei exatamente o porquê disso. Em meio há tanta pasmaceira, grandes produções que gastam montes de dinheiro, e só pensam em retorno certo, ou dramas que são feitos exatamente para ganhar Oscar, Juno mostra como é possível ser bom, sem ser preso a um estilo de vida hollywoodiano.
Juno MacGuff (uma inspirada Ellen Page, do aflitivo Meninamá.com), é uma garota de 16 anos, que talvez seja a representação fiel de uma grande parte dos adolescentes norte-americanos. Extremamente avoada, cabeça fresca, sempre com as melhores (e também as piores) respostas na ponta da língua, mas sem um pingo de juízo, ela se depara com uma situação muito comum em todo mundo: a gravidez indesejada. O pai da criança? Seu melhor amigo, transa de uma noite apenas, e grande bobalhão Paulie Bleeker (Michael Cera, de Superbad – é hoje).
Não vendo outra saída, já que o aborto é algo pelo qual ela não se predispões à passar, Juno resolve contar ao seu pai, Mac (J.K. Simmons, de Homem-Aranha), sua situação, e principalmente sua decisão: ela havia escolhido um casal (Jennifer Garner, de Alias e Jason Bateman, de A loja mágica de brinquedos), e doaria a bebê à eles, facilitando assim a sua vida, e ajudando pessoas que realmente necessitavam.
O diretor Jason Reitman (do ótimo, Obrigado por fumar), realiza uma filmagem recheada de influencias pop (e até mesmo da pop art), um humor ácido, porém honesta e além de tudo, repleta de sensibilidade. Juno é uma película que alça vôo bem alto, e para bem longe dos estereótipos de Hollywood. É uma prova concreta de que filmes independentes ganham, cada vez mais, força e importância no cenário cinematográfico.
Na competição pelas estatuetas douradas Juno acabou não se saindo tão bem quanto poderia, mas, merecidamente, abocanhou o prêmio de Melhor Roteiro Original, dado à Diablo Cody, que, juntamente com a película anda ganhando credibilidade exacerbada. Para essa moça, que, pra mim, num jogo de marketing, se diz ex-stripper, ex-atendente de tele sexo, e bloggeira, eu desejo todo cuidado, para o sucesso não subir-lhe à cabeça, e que ela ainda realize muitos outros roteiros tão bons quanto de Juno.
Currently listening: Exclusive, by Chris Brown.

criado por ivan chagas
14:03:28Current mood:
ok.
Os donos da noite: guerra do tráfico, made in USA.
Não é de hoje que o cinema brasileiro é bastante criticado pelos temas que aborda. O assunto que, particularmente incomoda muito, é o trafico de drogas. Já sabendo que uma película irá abordar tal tema, o que se espera, além disso são: sexo, violência - inclua aqui armas pesadas e muito sangue – e drama para equilibrar os elementos citados, e fazer com o que o filme tenha apelo sentimental.
É sabido que o que talvez marque o cinema nacional, é o explícito. Tanto pelo lado sexual, quanto pela violência sem precedentes. O problema não está no que é mostrado, mas o modo como isso é feito. Quando o mesmo tema é transportado para Hollywood, somando-se atores de fama e reconhecimento mundiais, e principalmente apoiado num drama familiar, parece que tudo se ameniza.
O caso descrito acima é muito bem representado por Os donos da noite (We own the night, EUA, 2007), que acaba de chegar em DVD nas locadoras brasileiras. Na Nova Iorque do final dos anos 80, uma nova droga começa a invadir a maior cidade do mundo, através da máfia russa, e vira sinônimo de grande dor de cabeça para a polícia local. Como é de costume, juntamente com o entorpecente, a violência assola a cidade, e uma guerra sem precedentes é declarada entre esses dois “mundos”.
Entre esse fogo cruzado, está Bobby Green (Joaquin Phoenix, indicado ao Oscar por Johnny e June), gerente de uma casa noturna, que é freqüentada por membros da máfia russa. Apaixonado por Amada (a sensual Eva Mendes, de Motoqueiro Fantasma), seu sonho é dar cabo desse trabalho sujo e ter a sua própria boate em Manhattan. Para que isso se concretize, ele precisa esconder à sete chaves um grande segredo.
O que Bobby tenta esconder para manter sua credibilidade com os russos é o fato de seu irmão Joseph (o sempre mal encarado Mark Wahlberg, de Os infiltrados), ser o tenente de polícia que segue os passos de seu pai, o lendário chefe de polícia Burt Grusinsky (Robert Duvall, de Obrigado por fumar). Sabendo que o Bobby não é o tipo de filho que todo pai gostaria de ter em casa, Burt tenta alertá-lo dos perigos que essa nova guerra que está para se desencadear na big apple, e lhe dá um ultimato: ele tem que decidir de que lado ele está.
Os donos da noite é o terceiro trabalho do jovem diretor James Gray como diretor, e seu maior reconhecimento no meio cinematográfico até então. Talvez seja exatamente por essa falta de “experiência”, que James consiga fazer um trabalho tão límpido, simples e coeso como esse. Afinal de contas, juntamente com a falta de outros tantos trabalhos, vem a ausência de influencias e da síndrome de “diretor-popstar”, pela qual muitos cineastas têm passado nos últimos anos.
A filmagem de James lembra bastante as boas e velhas fitas de guerras entre mafiosos e a polícia americana. É fato que existem clichês, como o filho que foi colocado de lado, mas volta para seguir os passos da família e “vinga-la”, ou então o filho que segue os passos do pai, apenas para satisfazer o desejo desse, colocando seus objetivos pessoais de lado. Porém dentro disso, há também ótimas construções de seqüências, como os takes em slow motion (câmera lenta), a pureza dos dramas e amores familiares, e em especial, uma seqüência de uma luta “carro-a-carro”, em plena chuva.
Sem delongas, Os donos da noite é um filme bonito e fácil de ser visto, não é tão ágil quanto parece, fica longe de dramas afetados, e acima de tudo, cria o pensamento fundamental de “que tipo de homem você está decidindo ser?”, envolvendo elementos muito bem realizados por James Gray, um bom diretor que, juntamente com a fita, merece o reconhecimento que está tendo.

criado por ivan chagas
11:16:51Current mood:
ok.
A auto-destruição está na moda e eu nem sabia. É, pelo menos foi isso que pude ver ontem numa das mais lastimáveis edições do Grammy Awards, o maior premio da musica mundial (ou americana??? whatever, já que eles são os donos do mundo...é isso ou eu to enganado?). Não entenderam? Também, pudera, né?! Meu texto está apenas no começo.
Vamos direto ao assunto. Amy Winehouse. Exatamente esse ser tão patéticamente repugnante é que acabou abocanhando um incrível montante de CINCO gramofonezinhos dourados na noite de ontem, em Los Angeles. Bem, ela estava em Londres, mas a premiação foi em L.A. Só pra constar, ela concorria em seis categorias.
Digo que a premiação foi fatídica, não apenas por ela ter ganhado todos esses premios. Mas também por artistas como aquele sem noção alguma do Kaney West também ter levado pra casa, em baixo dos braços, quatro "trófeus". Lastimável é pouco, quando se trata de uma pessoa que anda fazendo sucesso não pelo que canta, mas sim por um dueto com o Daft Punk, que já tinha realizado essa musica Stronger, há anos luz.
Bom, voltando à Amy sem-dente Winehouse... não é novidade alguma que eu não gosto desse ser presprezível. Não julgo pela voz dela. Aliás, a acho muito esperta. Sim, isso mesmo, ESPERTA. Ela, ou seus assessores, jogam muito bem com esse estilo "oldie", que está impregnado em seu vocal, no estilo de seu figurino, no cenário de suas apresentações, e até mesmo em seus backing-vocals rebolativos! Eu, particularmente, gosto do estilo, mas as musicas e principalmente a postura, ou melhor, a falta de postura de Amy realmente me incomodam.
Eu tinha quase certeza que Rihana ganharia em quase todas as categorias que disputava com a cantora inglesa (Amy). Primeiro porque Umbrella foi muito mais divulgada que Rehab, pelo menos aqui nas terras tupiniquins. Bom, acho que me expressei mal, né?! Ela não foi divulgada... ela simplesmente foi masssacrada pelas radios, programas especificos de musica na tv, internet... e por ai vai. E segundo, exatamente por Amy ser inglesa, e Rihana americana (bem, de Barbados, mas americanizada, por assim dizer!).
Mas foi como pensei ontem, enquanto assistia a premiação: Talvez o que aconteceu por aqui com Umbrella, tenha acontecido nos EUA com a canção de Amy. Afinal de contas, o ano de 2007 foi extremamente propício para que os norte-americanos entendessem qual o real significado de uma "rehab", já que tantas celebridades tiveram que se utilizar dos serviços prestados por esses lugares. Exemplos: Lindsay Lohan, Britney Spears, a própria Amy Winehouse que teve de dizer "Yeah, yeah, yeah...", entre tantos outros.
Podem me execrar, mas eu acho sim senhores que uma pessoa publica, que "tem o que falar", como Amy, que, por pior que seja, influencia pessoas, emite opiniões, deve SIM ter uma postura decente, transparente, e fazer com que a influencia que projeta sobre seu publico seja positiva. Acho que aquelas lágrimas ao ganhar o premio de gravação do ano foram lágrimas de crocodilo. Até achei que ela poderia estar envergonhada pelo que andou fazendo juntamente com seu namorado (tão drogado quanto ela!), mas ao final, creio que tudo não passava de uma ceninha, só pra não fazer a propria mãe, que estava junto à ela no palco, passar carão, tendo que arrastar a filha drogada de um palco sujo.
Bom, nem tudo foram espinhos, claro. Tiveram performances que me animaram bastante, e gramofones distribuidos para as pessoas certas. Quem? Cito dois que me deixaram bem contentes: The Foo Fighters, e a gata musa do R & B, Alicia Keys. Sobre a banda de rock, você pode conferir um pouco mais aqui: http://acidboy.blog.terra.com.br/2007/10/ É o segundo texto de cima para baixo. Ah, também não posso deixar de dizer que fiquei contente que Justin e Maroon 5 foram premiados!!
As performances, vou facilitar para que todos possam conferir como eu não estou mentindo que foram ótimas:
- Alicia Keys singing No one: http://www.youtube.com/watch?v=s54HFJ7ZoRM
- The Foo Fighters singing The Pretender: http://www.youtube.com/watch?v=KEbcg7g-5pw
E pra quem gosta do som da Srta. Amy Bomb, que curta enquanto é tempo, pq essa mulher vai aparecer preta e dura logo logo: taí o video dela tbm no Grammy: http://www.youtube.com/watch?v=9tjCOAaQgfQ
No mais, preciso comentar sobre as semelhanças de pessoas bizzaras (e que estão sempre BIZARRAS), com outros seres igualmente toscos do mundo da musica (ou não!):

Fui só eu que reparei, ou a Tina Turner estava A CARA de uma boneca "infrávi"???ehueheuheuheuheuehuheue

Ralf (da dupla "caipira"), e o ex-Beatle faz nada, Ringo Starr.

Onde é que esse ser desprezível estava com a cabeça...além da cartola do Tio Patinhas, claaaro!???

Pior que piada ruim, é ter que EXPLICAR a piada... bom, pra quem não entendeu... Fergolina levou a sua cara de maracujá de gaveta de sempre!

Como é de praxe, eu tenho que detonar essa tosca da Beyoncé, que fez um dueto pífio com a bonecona inflável, e não levou nada!!!hauahuahuahau
Currently listening: Coco, by Colbie Cailat.

criado por ivan chagas
11:09:37Current mood:
ok.
Mais uma vez uma critica minha saiu no "aaz" (ainda bem que em portuguese não soa como em english!). Dessa vez foi um texto sobre o filme "Os Simpsons", que apesar de não ser super fãs da série, adorei o filme, o achei divertidissimo, e o melhor de tudo... não foi feito nem um pouco para a criançada!!!rsrsrsrsrs...
Bom, como de costume, a critica fica uma semana apenas no site, portanto, corra para ler, ok?!
Aqui no Brasil, geralmente para se ter êxito no cinema, precisa-se conquistar a televisão. Para os nossos amigos norte-americanos, a saga é ao inverso. Primeiro se conquista Hollywood, para depois fazer participações de peso na telinha. Caso contrário, um artista ou programa, acaba fadado ao insucesso.
Mas como para toda regra, há exceções, algumas séries de tevê ainda arriscam-se a fazer o caminho contrário que é imposto pela indústria do entretenimento americano, e muitas vezes conseguem obter boas bilheterias, o que não cala a boca dos críticos de cinema, mas que pelo menos trazem um ar nostálgico para aqueles que ficam com um "gosto de quero mais" quando uma série chega à sua temporada derradeira.
Continua aqui: http://www.extremadeaaz.com.br/nculte/index.htm
Até a próxima!

criado por ivan chagas
10:13:50