Acid Boy

Um blog feito por um Jornalista (por formação), e crítico de cinema (por insistência e paixão). Aqui se encontra, ao menos alguma parte de você em mim, nas minhas palavras e pensamentos. So, keep coming back for more!

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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008

29.04.08

:: American Idol . Season 7 ::

Current mood:  okay.

 

Esse ano eu confesso que demorei um pouco demais em escrever sobre a atual temporada de American Idol, como é de costume. De costume também, é o fato de sempre um concorrente se destacar mais do que os outros. Isso não só nessa competição de "calouros" (Sooo Raul Gil essa palavra, não?! Ught!), mas como tudo na vida real, onde uns sempre se dão melhor que outros, seja por sorte, ou por competência mesmo.

 

Enfim... após sete anos no ar, o programa, que pelas terras tupiniquins é o famigerado (sim, famigerado pq aquilo lá não dá, né?!) Ídolos, poderia até começar a perder força, graça, e o pior de tudo, talento. Mas o que se vê, especialmente nessa temporada, é o oposto.

 

A disputa está cada vez mais acirrada. Cantores cada vez melhores, mais competentes, jovens e criativos estão pipocando nessa edição de AI (para os íntimos, como eu!). Nessa semana temos apenas seis competidores que irão se digladiar para conseguir um lugar sob os holofotes da fama, sucesso e dinheiro. São eles: Brooke White, David Archuletta, Jason Castro, Sayesha Mercado, Carly Smithson e David Cook.

 

No começo do programa, a fama pós-reality não era lá muito certa. Kelly Clarkson, que o diga. A ganhadora da primeira edição do programa penou para conseguir se estabilizar em sua carreira de pop star. O primeiro álbum da cantora não foi lá grande coisa. Até que, no ano passado, singles como Because of You e Breakaway tocaram incessantemente, inclusive nas rádios brasileiras.

 

Daughtry, é uma excelente banda que tem nos vocais, Chris Daughtry, o quarto colocado (injustamente!), da quinta edição de AI. Algumas músicas do excelente debut álbum que leva o nome da banda também rolaram por algumas rádios brasileiras. E o Cd ficou entre os mais vendidos no ano passado nos Estados Unidos.

 

Mas a ascensão mais arrebatadora de um concorrente de American Idol foi a rechonchuda Jordin Sparks, a vencedora da edição passado do reality. Jordin atualmente emplaca dois singles nas rádios de todo o mundo, fazendo sucesso inclusive por aqui. As canções Tatto e No air (essa em parceria com o tosquissimo Chris Brown) trilham o caminho das canções de Kelly no ano passado.

 

Trocando em miúdos, American Idol virou uma fábrica de fazer bons e lucrativos popstars. E nesse ano, parece que a coisa não vai ser diferente. Eu, como todo bom espectador do programa, tenho meus favoritos desde as auditions. Alguns foram se perdendo pelo caminho, como o australiano Michael Johns. Porém, dos que continuam, eu torço demais pela loirinha de voz rouca Brooke White e pelo semi-emo David Cook.

 

> David Cook Smashing Guitar! <

 

Brooke segue uma linha mais pop-folk de cantar. Ela não tem a mesma habilidade em variar arranjos de consagradas canções, como Cook consegue fazer, mas mesmo assim, acho que ela está realizando um sonho de ser boa cantora, e coloca toda sua alma e simpatia para concretiza-lo cada vez mais.

 

David já foi exaltado como o provável ganhador. Depois foi acusado (ou questionado), pela revista People de ser uma copy-cat. Eu fiquei um pouco em duvida, nunca deixando de gostar de "suas" versões, até a semana passada.

 

David sempre cantava versões bem diferenciadas de hits realizados por importantes personalidades do mundo da musica. Nunca disse que as versões eram suas. Mas do "sopro de ar fresco", como David era visto no começo, ele já passava a ser visto como " a cópia da cópia".

 

Canções como Hello, de Lionel Richie e Billy Jean, de Michael Jackson se tornaram mais rock-emo nas voz de David, mas antes disso, já haviam sido regravadas em verões semelhantes ao que Cook apresentava nos palcos do Idol. Essa segunda, inclusive faz parte do álbum solo de Chris Cornell (ex-Audioslave).

 

Na semana passada, os idols tiveram como mentora, uma sem graça Mariah Carey. Para Cook, um "roqueiro" sensação, cantar uma musica pop, que só de ouvir você se torna diabético, como são as canções da diva, era um trabalho árduo. A escolha foi Always be my baby, um grande sucesso de Mariah em 1996. O resultado?! A.w.e. SOME.

 

Confere aqui as versões originais, e as de Cook. Garanto que sua visão sobre aqueles antigos sucessos, nunca mais será a mesma:

 

 

Hello Versão Original

Hello versão Cook

Billy Jean versão original

Billy Jean versão Cook

Always be my baby versão original

Always be my baby versão Cook

 

É isso aí, pessoas. Pra quem gostou das versões do David, eu to dispondo um link aí embaixo, que é de todos os downloads dessa temporada. À partir do top12 tem as versões em estudios das musicas, que ficaram classe A, ok?! Os crédtios são da comunidade Official American Idol Brasil, no Orkut..

 

American Idol Download

 

Lembrando que as apresentações de American Idol passam no Canal Sony, às quartas-feiras em dois horários: 21h e 1h (quinta). E a eliminação é logo no dia seguinte, quinta-feira, no mesmo horário, com reprise a 1h (sexta). Reprise de tudo junto aos sábados, 18h. Espero que gostem! Agora é torcer!

 

Até breve.

 

Currently listening: American Idol performances from SeasonSeven.

28.04.08

...: Quebrando a Banca :...

Current mood:  okay.

 

Quebrando a Banca: o eterno glamour da a boa, velha e iluminada Las Vegas.

 

 Las Vegas é uma cidade localizada no meio do deserto de Nevada, nos Estados Unidos, que brilha e fascina por suas luzes, réplicas de importantes pontos turísticos mundiais, e por que não, por seu falso glamour. É, além disso, sede de filmes que têm como temática, jogos, trapaças e apelo sexual. Por essa prévia, realmente qualquer diretor que escolha a cidade como centro dos acontecimentos de uma película, acaba caindo nos sensos comuns de filmar sob o resplandecer dos inúmeros cassinos, pelos quais o local se tornou tão cobiçado.

 

Seguindo uma tendência entre as estripulias de George Clooney e companhia, em Onze homens e um segredo (Ocean’s Eleven), e Bem-vindo ao jogo (Lucky you), este último lançado há pouco em formato de DVD, podemos conferir com Quebrando a Banca (21, EUA, 2007), em exibição nas salas de cinema de todo o Brasil, o resultado mais recente da exploração de um diretor sobre a cidade onde ganhar dólares, é mais importante que respirar.

 

Apesar das bizarrices que Las Vegas propicia para quem a visita, a história de Quebrando a Banca é baseada em eventos que de fato ocorreram, na década passada, na vida de um grupo de jovens donos de talentosas mentes matemáticas. O cérebro dessa trupe, aqui quase que literalmente falando, é Ben Campbell (Jim Sturgess, do recente Across the Universe), um nerd assumido, que está quase para se formar no conceituado MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts), e sonha em cursar a Faculdade de Medicina em Harvard. Exceto por um pequeno detalhe: o curso custa cerca de 300.000 dólares, algo bem além do que ele pode pagar.

 

Mesmo estando longe de Vegas, sua sorte começa a mudar quando ele é convidado pelo professor Micky Rosa (Kevin Spacey, Oscar por Beleza Americana), a ingressar num grupo de jovens estudantes do MIT, treinados para contar cartas no jogo de blackjack – aqui conhecido como 21 – limpando as mesas dos cassinos, e dividindo o lucro adquirido, sem sorte ou condutas ilegais.

 

Mesmo a prática de contar cartas não sendo ilegal, é fato que os cassinos de Vegas não gostam nem um pouco de ver os milhões de seus cofres se esvaindo, sem dó nem piedade. Para que isso não ocorra com freqüência, entra aqui o supervisor de segurança Cole Williams (Laurence Fishburn, o Morpheus de Matrix), que apesar de trabalhar em diversos cassinos da cidade, está vendo a cada dia sua função ser substituída por computadores que, através de reconhecimento de expressões faciais, denunciam quando alguém está trapaceando.

 

Plenamente tentado a ganhar os 300.000 dólares que seriam destinados ao pagamento de sua Faculdade, Ben não pensa meia vez em se aliar ao grupo e, além de detonar os cassinos americanos, talvez ganhar o coração de Jill Taylor (Kate Bosworth, a Lois Lane, de O Retorno do Super-Homem), uma garota linda e popular que se destaca entre o mar de nerds que habitam o MIT.

 

Quebrando a Banca é um filme que emplaca. Tem um bom ritmo, uma história empolgante e um jovem e bom elenco que deixa transparecer o quanto eles estavam se divertindo com as filmagens. Alguns clichês, como takes em câmera lenta de fichas e cartas de baralho rodopiando no ar, e reviravoltas aparentemente descartáveis, também estão presentes na película. De qualquer maneira, as fortes luzes de neon não apagam o brilho da boa direção de Robert Luketic (de A sogra). Talvez, em se tratando de Las Vegas, a fuga da previsibilidade seja um nado contra a maré, já que, a todo momento, réplicas são avistadas em suas ruas e avenidas, na luz do dia, ou no brilho da noite, porque não na tela de cinema?

04.04.08

...: A vida após um pé na bunda:...

Current mood:  sick (I got a cold)

 

É, meus queridos, é isso mesmo: um pé na bunda bem dado é o tema da vez. Calma lá. Não fui eu, nem quem deu, ou quem levou uma botinada no popozão! Eu resolvi escrever sobre isso, e tenho que admitir, vou ser mais do que machista no meu texto - até mesmo para provocar a ira de mulheres descontroladas - como há muito não sou.

 

Os meus textos por aqui vêm quase que sempre de estalos, ou pensamentos consequentes de leituras bem especificas. Exemplo? Esse texto aqui. Estava eu lendo a edição brasileira da Roling Stone  desse mês, que traz o Max e o Igor Cavalera (desdentado) na capa, quando me deparei com uma matéria enorme sobre a ascenção e decadência (e demência) da ex-musa-gostosona-pop-sexy Britney Spears (parei de chama-la de Freakney Spears por que fiquei com dó depois da perda da guarda dos filhos. Embora não pareça as vezes, eu tenho coração!).

 

 

Da primeira página (a entrevista tem 8) em diante, a única coisa que me passava pela cabeça era: Meu Deus... ela virou isso, e o Justin TImberlake é o novo rei do pop! Tudo bem, tem gente que ainda gosta dela, que acha que o trabalho (que trabalho?!) novo dela é um mega sucesso, e blá, blá, blá... mas jogando a real. Seu tempo áureo de Toxic já era, não?!

 

Assim sendo, eu me peguei pensando que homens sempre, ou na grande maioria das vezes aceitam e lidam com uma pisada no traseiro muito melhor que as mulheres. Uma vez um ex-amigo meu, que apesar de ser péssimo, me disse uma verdade: mulheres não sabem levar fora. Bem, ele também disse que sexo, mesmo quando ruim é bom. No começo até acreditava nisso... mas hoje em dia essa tese veio por água abaixo.

 

Invariavelmente, eu penso no caso Rodrigo Santoro e Luana Piovani (QUEM???). Sim, por que, ela sempre foi uma tosca sem limites. O cara sempre me pareceu ser gente boa, AND é um excelente ator. Do nada, ela bota a Galha na cabeça dele, e BAM! a separação tá na capa da Contigo. O que acontece em seguida? A carreira, até mesmo internacional dele acaba deslanchando e a dela, mesmo a nacional...ahahahahhaa... não achei palavras senão uma gargalhada!

 

Eu sempre digo que, apesar da ira feminina, os homens realmente conseguem êxito em muito mais coisas que as mulheres. Pra não dizer em tudo, eu disse em muito mais coisas. Desculpem-me as feministas de plantão, mas é verdade. Nem adianta xingar, queimar sutiã, ou arremessar absorvente usados... We're better than you in every little thing.

 

 

 

Até nas áreas em que as mulheres teriam pura obrigação de ser melhores, elas pecam e ficam pra trás. Exemplo, de novo?! Na culinária. O melhor chefe do Brasil é o que?! Homem. Alex Atalla. Do mundo, eu não conheço, mas sei que Jammie Oliver é famoso, Olivier Anquier também. Até aquele cara (?) Eduardo Guedes é bom na arte da culinária.

 

Os salários das mulheres?! Sempre são mais baixos que dos homens. Dai vocês dizem... isso é discriminação. E eu respondo. Não, isso é poder, porque provavelmente quem paga menos pra uma mulher, é um homem!!!hueheuheuheuhuehuehue

 

Eu vou ter que me perdoar milhões de vezes, mas até no caso Aniston X Pitt, ele levou a melhor. Eu adoro a Jennifer. A acho linda, boa atriz etc e tal... mas ele conseguiu ter até gêmeos (coma  tosca da Angelina, mas conseguiu), e ela!? Ainda tá encalhada, coitada.

 

No trânsito, a história se repete. Eu, por exemplo, conheço poucas, ou melhor, pouquissimas mulheres que sabem dirigir bem, que nunca bateram o carro, ou ainda que nunca causaram um acidente. Até mesmo vocês, mulheres, quando vêem outra fazendo barbeiragem nas ruas e avenidas do nosso país, quando passa pelo carro da condutora transloucada, se seguram para não gritar a máxima: "Tinha que ser mulher mesmo!".

 

No amor, tudo fica bem claro como os homens conseguem mais êxito em termos de liberdade e uma discriminação melhor. Não entenderam? Estou dizendo que, quando um homem mais velho fica com uma mulher mais nova, é muito mais aceito do que o contrário. Embora a primeira coisa que pensamos seja: "Xiii, essa aí ta com ele por amor! Anhããmmm...", ou vice-versa também. Mas o fato é que, a mulher, em qualquer uma das duas opções, é mal vista. Na primeira, por enganar, e na segunda, por ser enganada. 

 

Sem contar os milhões de neurônios à mais, e sem contar que ao envelhecer, cabelos brancos nos homens é sinônimo de charme, e nas mulheres, de relaxo, e ainda, por sorte, ou por competência (eu fico com a segunda opção), nós, homens, somos privigeliados em tudo - até mesmo na facilidade do orgasmo! Quer você admita ou não. Contra provas, não há argumentos.

 

Concorda?! Discorda?! COMENTA, pow!

 

Até a próxima.

 

Currently listening: Blackout, by Britney Spears.

01.04.08

...: Santos e demônios:...

Current mood:  sick (got a sore throat)

 

Santos e demônios cai na seqüência de: vida real, livro e cinema.

 

 Biografias são histórias que sempre atraem bastante a atenção do público, pois em geral têm como personagem de análise, uma figura já popular. Mas acima dessas histórias, estão as autobiografias, que, como o nome mesmo diz, são memórias escritas pelo próprio personagem principal. Eu digo que elas estão acima de qualquer outro tipo de memória, por saber que, escrever sobre si mesmo, é sempre muito complicado. O escritor sempre se encontra em tênues linhas de verdades e mentiras. Para quem ainda não se deu conta, um escritor é, de fato, um contador de histórias.

 

No meio do entretenimento e da cultura atuais, se um livro se torna best-seller, independente da temática, ele fatalmente se transformará em película de sucesso ao redor do planeta. Mas o que realmente me intriga é o risco que se corre em realizar um filme baseado numa autobiografia “falida”, um tanto quanto desconhecida do público, e que, provavelmente só teria sentido para o próprio escritor.

 

O que me fez chegar a esse questionamento foi Santos e demônios (A guide to recognizing your saints, EUA, 2006), um filme baseado numa autobiografia de Orlandito Montiel – você se pergunta quem é esse? – e que acabou se tornando um filme. O que intriga é o fato de Dito, como é conhecido, antes de lançar o livro e até mesmo antes desse chegar a ser filme, não era um popstar, ou astro de cinema, tem origem latina, o que gera preconceito nos EUA, e era alvo de sucessivos projetos mal sucedidos na indústria do entretenimento americano.

 

O fato foi que, em 2003, após lançar a sua precoce autobiografia, o garoto descendente de latinos, que passou toda a sua infância em Astória, no Queens, um bairro meio barra pesada de Nova Iorque, acabou chamando a atenção do cantor Sting e do ator e produtor Robert Downey Jr., tornando-se assim realizadores de Santos e demônios, fita que aportou nas locadoras brasileiras nessa semana. Apesar de toda a desconfiança sobre uma película sem referências, realizada sobre um filme sem referência alguma, Santos e demônios não faz feio. Nem um pouco eu diria.

 

A história, que se passa em duas partes, é dotada de alguns clichês básicos, como o filho que se revolta com um lugar sem ambições, ou o alçar de vôo solo, abandonando a família e os amigos, ou ainda a volta ao ambiente de infância, após anos longe dos entes queridos, mas colocando de lado esses itens de série de diversos drama, o enredo é bem conduzido.

 

Na adolescência, a maior parte da película, Dito é interpretado, com desenvoltura, por Shia Labeouf (dos excelentes Transformers e Paranóia), que juntamente a três amigos inseparáveis, levam a vida do jeito que dá, num bairro nada bem freqüentado. Quando dito finalmente tenta fazer algo de bom, acaba se envolvendo numa briga entre pequenas gangues, que o leva a finalmente desistir de ficar naquele lugar, que, para ele, não tem mais para onde crescer. Fugido, Dito vai para a Califórnia, tentar uma vida mais digna.

 

Quinze anos depois, já interpretado pelo produtor da fita, Robert Downey Jr. (de Zodíaco), Dito se depara com a doença do pai, que se recusa a se internar num hospital para tratamento. Cedendo a apelos por parte da mãe e dos amigos de infância, ele retorna à Nova Iorque para tentar reaver o que perdeu durante todo esse tempo “longe de casa”.

 

Com a fita que ainda conta com um final mea-culpa, Dito Montiel, também diretor da fita, acabou finalmente ganhando notoriedade, e até levou o prêmio de melhor diretor no Festival de Sundance de 2006. O elenco, afiadíssimo abocanhou um prêmio em conjunto. Talvez pela falta de conhecimento que as pessoas tinham com relação ao protagonista da película, o filme não fez grandes números nos cinemas. Agora em DVD, é a hora de reparar o erro e dar ouvidos a uma voz já um pouco mais conhecida.