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Quebrando a Banca: o eterno glamour da a boa, velha e iluminada Las Vegas.
Las Vegas é uma cidade localizada no meio do deserto de Nevada, nos Estados Unidos, que brilha e fascina por suas luzes, réplicas de importantes pontos turísticos mundiais, e por que não, por seu falso glamour. É, além disso, sede de filmes que têm como temática, jogos, trapaças e apelo sexual. Por essa prévia, realmente qualquer diretor que escolha a cidade como centro dos acontecimentos de uma película, acaba caindo nos sensos comuns de filmar sob o resplandecer dos inúmeros cassinos, pelos quais o local se tornou tão cobiçado.
Seguindo uma tendência entre as estripulias de George Clooney e companhia, em Onze homens e um segredo (Ocean’s Eleven), e Bem-vindo ao jogo (Lucky you), este último lançado há pouco em formato de DVD, podemos conferir com Quebrando a Banca (21, EUA, 2007), em exibição nas salas de cinema de todo o Brasil, o resultado mais recente da exploração de um diretor sobre a cidade onde ganhar dólares, é mais importante que respirar.
Apesar das bizarrices que Las Vegas propicia para quem a visita, a história de Quebrando a Banca é baseada em eventos que de fato ocorreram, na década passada, na vida de um grupo de jovens donos de talentosas mentes matemáticas. O cérebro dessa trupe, aqui quase que literalmente falando, é Ben Campbell (Jim Sturgess, do recente Across the Universe), um nerd assumido, que está quase para se formar no conceituado MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts), e sonha em cursar a Faculdade de Medicina em Harvard. Exceto por um pequeno detalhe: o curso custa cerca de 300.000 dólares, algo bem além do que ele pode pagar.
Mesmo estando longe de Vegas, sua sorte começa a mudar quando ele é convidado pelo professor Micky Rosa (Kevin Spacey, Oscar por Beleza Americana), a ingressar num grupo de jovens estudantes do MIT, treinados para contar cartas no jogo de blackjack – aqui conhecido como 21 – limpando as mesas dos cassinos, e dividindo o lucro adquirido, sem sorte ou condutas ilegais.
Mesmo a prática de contar cartas não sendo ilegal, é fato que os cassinos de Vegas não gostam nem um pouco de ver os milhões de seus cofres se esvaindo, sem dó nem piedade. Para que isso não ocorra com freqüência, entra aqui o supervisor de segurança Cole Williams (Laurence Fishburn, o Morpheus de Matrix), que apesar de trabalhar em diversos cassinos da cidade, está vendo a cada dia sua função ser substituída por computadores que, através de reconhecimento de expressões faciais, denunciam quando alguém está trapaceando.
Plenamente tentado a ganhar os 300.000 dólares que seriam destinados ao pagamento de sua Faculdade, Ben não pensa meia vez em se aliar ao grupo e, além de detonar os cassinos americanos, talvez ganhar o coração de Jill Taylor (Kate Bosworth, a Lois Lane, de O Retorno do Super-Homem), uma garota linda e popular que se destaca entre o mar de nerds que habitam o MIT.
Quebrando a Banca é um filme que emplaca. Tem um bom ritmo, uma história empolgante e um jovem e bom elenco que deixa transparecer o quanto eles estavam se divertindo com as filmagens. Alguns clichês, como takes em câmera lenta de fichas e cartas de baralho rodopiando no ar, e reviravoltas aparentemente descartáveis, também estão presentes na película. De qualquer maneira, as fortes luzes de neon não apagam o brilho da boa direção de Robert Luketic (de A sogra). Talvez, em se tratando de Las Vegas, a fuga da previsibilidade seja um nado contra a maré, já que, a todo momento, réplicas são avistadas em suas ruas e avenidas, na luz do dia, ou no brilho da noite, porque não na tela de cinema?

criado por ivan chagas
19:31:31