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ok.
É exatamente o que diz o título do post mesmo, certo pessoas?!
Resolvi fazer uma sessão VOCÊ CONHECE?, para divulgar algumas coisas que ando ouvindo. Novas, ou não. Famosas e anônimas. Boas, e até mesmo as ruins. Afinal de contas, gosto é uma coisa muito subjetiva, não é?
Eu não vou fazer resenha dos artistas que colocarei por aqui. A não ser que seja extremamente bom. Caso contrário, não "perderei meu tempo". Afinal de contas, eu ando numas de falta de criatividade para escrever sobre música, que tá dificil. E escrever sem saber ao certo o que, fica pior ainda. Portanto, vamos ao que interessa.
O primeiro artista a ser comentado por aqui é a Duffy.
A loirinha inglesa de 23 anos vem fazendo um bom estardalhaço na música pop mundial como uma versão mais, digamos, saudável (MUITO MAIS saudável!!!) de Amy Winehouse. Com um vozeirão igualmente rasgado, ela entona boas baladas no seu álbum de estréia: Rockferry, que, ao meu ver, tem uma das capas e contra capa mais bacanas de todos os tempos. Primeiro porque adoro preto e branco, e segundo por que adoro fotos em que as pessoas estão despretensiosamente NÃO olhando para a câmera.
Muitos andam rasgando seda demais para a cantora, que, apesar de seu estilo retrô, não tras lá grandes novidades para o mundo da música. Ao contrário do seu single de estréia, Mercy, o resto do álbum não é tão dançante quanto poderia. Muito pelo contrário.
Destilando baladas românticas, Duffy faz de Rockferry uma grande ambiguidade. Assim como interpreta a loirinha apaixonada e que tenta se manter em linha reta frente a um amor avassalador em Mercy, ela também sonsegue ser a mulher madura e decidida a não voltar atrás desse mesmo amor, como em Delayed Devotion, uma das minhas preferidas, junto a Warwick Avenue, Syrup and Honey e Scared.
Duffy foi descoberta no Later with Jools Holland, um programa britânico de musica contemporânea (não, não é tipo American Idol. O equivalente para os ingleses é o X-factor, ou coisa do tipo, que revelou Leona Lewis!), e desde então só fez crescer sua carreira.
Com seu álbum de estréia em primeiro lugar de vendas e o single Mercy também no topo da parada britanica por diversas semanas, Dufffy não parece ter pretensões em ser melhor que Amy, mas assim como Britney e Christina Aguilera, Beyoncé e Rihanna, o mundo pop tem mais uma vez uma batalha a ser travada...por mais que os dois combatentes nem mesmo saibam da existência um do outro.
Talvez mesmo que um tanto sem querer, eu acabei fazendo uma mini resenha de Rockferry. Agora já foi. Bom, para finalizar, é esperar para ver o destino, aparentemente promissor, dessa nova voz da música britânica, que invade mais uma vez o mercado mundial.

Sem certeza, posto essa foto, como a contra-capa do CD de Duffy. Aliás, se não for a contra-capa, deveria ser!
Para quem quiser saber um pouco mais de Duffy, aqui vão alguns links interessantes:
- O site oficial da garota: http://www.iamduffy.com
- A página de Duffy no myspace: http://www.myspace.com/duffymyspace
- O video de Mercy: http://www.youtube.com/watch?v=KE2orthS3TQ
- O video de Warwick Avenue: http://www.youtube.com/watch?v=HhZ5-L9znt8
Currently listening: Rockferry, by Duffy.

criado por ivan chagas
11:57:15Current mood:
ok.
Na natureza selvagem: sonhos, perseverança e tragédia.
Quem nunca acordou com uma enorme ânsia de simplesmente desaparecer no mundo, sem deixar rastros, e viver apenas do que a natureza nos pode propiciar? Esquecer que existe uma sociedade capitalista que te obriga a se encaixar cada vez mais corretamente à regras, horários, compromissos, sem nem ao menos poder perguntar o porquê de as coisas serem como são? Eu sim, admito que já pensei dessa maneira.
Em 1990, Christopher McCandless, um aluno norte-americano recém formado, tem o mesmo insight de abandonar tudo que lhe cerca – sua família, bens e um futuro brilhante no Direito - e leva a ferro e fogo a idéia de viajar pelo grande território dos Estados Unidos e chegar, a qualquer custo, no gélido e inóspito Alasca. Essa é a história real que dá mote a fita Na natureza selvagem (Into the wild, EUA, 2007), dirigida pelo ator Sean Penn (Oscar de melhor ator por Sobre Meninos e lobos), e que chega essa semana em DVD no Brasil.
O longa-metragem é baseado no livro homônimo, escrito pelo jornalista Jon Krakauer, que teve acesso a todas as anotações feitas por McCandless durante a viagem, sendo em seu diário ou nos inúmeros livros que ele costuma ler e citar em suas conversas com as pessoas que cruzavam seu caminho, oferecendo a ele desde uma simples carona, até um emprego temporário.
Sean Penn realmente consegue fazer desse drama um filme belo e tocante. Com a ajuda do diretor de fotografia Eric gautier, ele retira uma beleza simples, porém magnífica do que a natureza mais pode nos oferecer, que são suas paisagens. Penn também consegue retirar brilhantismo da interpretação do jovem Emile Hirsch (de Speed racer), que faz o papel do protagonista da história, agora rebatizado Alexander Supertramp, para deixar, definitivamente, o passado distante. Sem exageros, sem dramaticidade barata. Ele age como realmente deve: sendo livre de apego a coisas, pessoas e lugares.

Emile e Sean: trabalho pesado leva a bom resultado.
Para alguns, esse desapego completo de Christopher, e a filosofia de vida que mescla natureza e aventura extremas, criticando a regrada sociedade capitalista, poderia até beirar um pseudo-socialismo, ou exagerando muito, um comunismo pretensioso. E isso poderia ser mais um erro fatal que Penn consegue evitar.
A viagem de Alex, ou Chris, dura dois longos anos, nos quais ele evita todo e qualquer contato com seus pais, vividos por Márcia Gay Harden e William Hurt. Durante todo esse tempo ele deixa sem notícias até mesmo sua irmã Carine (Jena Malone), com que possuía um bom relacionamento e que narra parte da história do aventureiro.
Apesar de tudo o que já disse sobre o filme, e conseqüentemente a história de Christopher, a qualidade do filme que mais gostaria de destacar é o fato de que aqui nada tem pretensão de ser romanceado. O aventureiro não tem pretensões de salvar animais no Alasca, ou salvar a natureza de uma desenfreada e descerebrada ação humana. Ele quer apenas vivenciar uma experiência de autoconhecimento, e para tal precisa ficar sozinho, nem que isso custe sua própria vida.
Talvez sugado pela própria natureza, o fim de Christopher não tenha sido o mais justo para uma pessoa que, apesar de alguns pontos de egoísmo, como é o caso de não avisar a família de seu paradeiro, ele se mostra muito gentil em ser um bom ouvinte para aqueles que cruzam seu caminho em sua jornada - destaque aqui para o comovente Don (Hal Holbrook, indicado ao Oscar), mostrando assim que, como Chris mesmo parafrasearia Lord Byron, o protagonista “não ama menos o homem; mas mais a Natureza”.
Currently listening: Don't make me wait, by Locksley.

criado por ivan chagas
15:27:00Current mood:
ok.
Quando eu digo que brasileiro se contenta com pouco, que o pior do nosso país é todo mundo achar que aqui tudo pode, tem gente que não gosta, né?!! É, pois é...
Estava eu esses dias entrando no meu e-mail do yahoo, e sempre que o faço, acabo dando uma olhada nos assuntos mais procurados do dia. A coitada da Isabella já bateu recordes consecutivos de number one do quesito mais acessados. Se lançasse um Cd, ou posasse nua não faria tanto sucesso. Coitada... mas enfim...
Eis que estava eu, todo despretensioso, pra entrar no meu e-mail - como já disse - e avistei em segundo lugar o seguinte nome: Mulher Melancia. Tá... até aí o máximo que eu, uma pessoa que me considero informado, pude pensar foi... nossa, deve estar acontecendo alguma festa típica, em alguma cidade, é?! Ou então é MAIS uma dessas pseu-gostosas que posou nua numa banca de feira, cheia de...Melancias. Ou ainda imaginei uma foto bem bacana, de um monte de melancias cortadas ou não, e...uma gostosona entre elas...
Tá, cliquei no link....Ó-BE-VE-O... pra ver a tal da melancia.
O problema... quando você clica nesse link, abre uma página cheia de outros milhares de links pra você poder encontrar o que está procurando... até aí meu e-mail já tinha ido pro espaço. Internet é sempre assim, você entra pra ver uma coisa, vê 367 e quando desliga o computador pensa: "Que merda, esqueci de ver aquilo que TINHA que ver!'.
Com aqueles milhares de links...eu nem pensei meia vez.... não entrei em nenhum, porque estava com pressa e nem sabia do que se tratava mesmo a tal da melancia.
Uns dias depois do ocorrido, estava vendo televisão e coloquei naquela pérola de programa intitulado TV Fama... é tipo assim, o E! brasileiro!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...anhãm... E quem estava fazendo uma tarde de autógrafos!? A tal a Melancia, claro!

Qualquer semelhança...

...não é mera coincidência. Nem mesmo no azul!
Eu imaginei..nossa, meu Deus... ela deve estar super no ápice da carreira de modelo (piranha) dela, ou coisa parecida... deve estar fazendo uma tarde de autógrafos numa Saraiva, Siciliano, Fnac da vida, pros "famosos" ou algo parecido... Ah tá... té parece.
Eis que de repente, não mais que de repente, me aparece uma coisa obesa, com uma bunda do tamanho de um botijão de gás (cada nádega), e coxão de galão de água (de 20 litros, claro! como diria a Lu!), rebolando e "vestida" (aqui beeem entre aspas!) com uma roupitcha sem noção... distribuindo autógrafos numa banca no meio da praça da Sé, ou o equivalente do RJ...
Assistam, por favor a partir do 0:50, pra ver do que eu to falando.
- http://www.youtube.com/watch?v=EOqQTmwS9YQ
Daí pra frente, eu ouço falar nesse ser quase que todos os dias... o que me deprime ainda mais. Como tanta gente tosca invade o meio artístico dessa maneira?! Todo santo dia, toda santa hora?! E o pior é que, desde o mais pobre, até o mais rico, todo mundo alimenta esse mercado podre! Isso tem que parar, tem que haver uma seleção do que é considerado decente pra fazer sucesso e não. Tá opinião é uma coisa que muda de pessoa pra pessoa. Isso não é novidade pra ninguém. Mas do jeito que tá... não dá pra ficar.
Em tudo quanto é lugar é a mesma coisa.
Outro exemplo!? Me entristece como alguém com um violão tosco e um inglês half-mouth consegue alguma coisa nesse país. O que é essa coitada, se não retardada da Mallu Magalhães?! Gente essa menina não dá, né?! Tudo bem, vá lá que a musica (apenas as três que ela gravou!rsrs) dela é agradávelzinha, mas daí o povo já quer botar a menina que foi "descoberta" no Myspace como o que?! A Lilly Allen brasileira..huahuhahuauha...tenha dó, né?! As entrevistas que vi desse ser são o retrato mais fiel da expressão "VERGONHA ALHEIA".
Pra saber se ela tem problema, copie o cole, por favor:
- http://www.youtube.com/watch?v=BdAlGvJR5CQ
O que dá pra tirar disso tudo é que brasileiro é idiota, carente e aceita qualquer coisa que venha pela frente. Aquela coisa de antes só do que mal acompanhado parece não existir pro povinho chucro que alimenta esse tipo de porcaria. Eles querem mais é estar rodeado de breja, churras, ouvindo o pagodão e assitindo ou o futebol do Corinthians (na segundona!kkkkkk), ou então a Melancia Rebolando seus 128 quilos de carne de quinta...
That's all...
PS1: O Brasil tá virando uma salada de frutas... atrás da Melancia, vieram outras que descobri esses dias... como a tal da Mulher Jaca (quem?), e não podermos não lembrar do Homem Beringela!kkkkkkk...que não é fruta, mas tá ali perto.
PS2: A coitada da Isabella já tá em décimo lugar hoje em dia. Perdendo até pra Leila Lopes, que entrou pro elenco recheado de estrelas (???) do cinema pornô brasileiro.
PS3: Não adianta vir falar que eu to metendo o pau em brasileiro, me esquecendo que sou um... pq se pudesse escolher, não teria nascido aqui! Sim, não sou patriota, nem na hora da Copa e detesto Carnaval.
Currently listening: Spirit, by Leona Lewis.

criado por ivan chagas
15:21:00Current mood:
good.
A vida dos outros: a Alemanha, mais uma vez, explorando o que o país teve de pior.
Muitas vezes, assistir um filme de simples realização, sem grandes efeitos especiais, orçamentos milionários, ou com um elenco recheado de rostos conhecidos do grande público, parece nos fazer ter a sensação de brisa fresca em manhã de verão. É uma pena que o Brasil não transite entre os grandes receptores da cultura européia, e se foque apenas em passar para aqueles que têm acesso ao cinema, a massificada e previsível cultura norte-americana (que deixo claro aqui, gostar tanto quanto a minha própria cultura!).
É bastante evidente que os europeus têm um modo completamente diferenciado para realizar cinema. A filmagem, os enquadramentos, as cores, os enredos, os valores e obviamente, o fator lingüístico. Talvez até seja por isso que tantos bons filmes europeus fiquem anos-luz de chegar por terras tupiniquins. Bom, a internet de certa forma nos ajuda a encontrá-los, mas “dentro da legalidade”, isso é praticamente raro.
Fugindo um pouco dessa dificuldade, finalmente depois de alguns meses de marasmos e mesmices que aportam no Brasil, parece-me que o sopro de ar finalmente bateu em meu rosto. Talvez me pegue nessa crítica não apenas julgando o que é bom, ou ruim. Quero estar aqui longe de maniqueísmos. Talvez queira hoje, e só por hoje, julgar o que é diferente.
Não é novidade alguma que, países que possuem grandes e profundas cicatrizes históricas, anos depois do sofrimento, tendem a revirar o passado através da sétima arte. Para o Brasil, assim como para os nossos vizinhos argentinos, a ditadura militar é um tema recorrente nas películas nacionais, e que sempre acabam rendendo bons frutos, que deixam o cinema latino-americano orgulhosos. No velho continente, o cinema alemão sempre consegue um destaque um pouco maior do que dos outros países. Particularmente, os poucos filmes alemães que tive a oportunidade de assistir realmente me fascinaram.
Seguindo uma temática alemã, mas com projeção mundial, que foi o período do pós-guerra, chega às locadoras brasileiras A vida dos outros (Das Leben der Anderen, Alemanha, 2006), a película ganhadora do Oscar de melhor filme estrangeiro do ano passado, e que mostra como, no período da Guerra Fria, a Stasi – polícia política da República Democrática Alemã - tentava assegurar seu poder sobre a sociedade, através de um sádico sistema de vigilância e repressão.
Com um orçamento de apenas US$ 2 milhões (isso é muito pouco no meio cinematográfico), o diretor Florian Henckel von Donnersmarck, faz um retrocesso até a Alemanha de 1984, para mostrar a metamórfica história do capitão Gerd Wiesler (Ulrich Mühe, morto em julho de 2007), um agente do governo da Berlim Oriental, que tinha como trabalho, vigiar e delatar aqueles que pudessem ser uma ameaça conspiratória em potencial.
Orgulhoso e convicto dos métodos que o estado utiliza para conseguir alcançar seus fins, Wiesler fica encarregado de vasculhar a vida de Georg Dreyman (Sebastian Koch), escritor e dramaturgo, e sua namorada Christa (Martina Gedeck), uma famosa atriz dos palcos alemães. O problema do solitário espião tem início quando ele se apega ao casal vigiado, se identificando ao extremo com Dreyman, percebendo que a vida é muito mais do que uma perseguição política, ocultando assim informações comprometedoras.
O drama tem todas as marcas de uma fita européia. É fria, possui ritmo desacelerado, tem um valor orçamentário baixo, porém é simples, sem rodeios e revive o passado de tensão e rispidez do país em questão. Talvez o grande trunfo de A vida dos outros, alem da falta de vergonha em mostrar o passado recente de uma Alemanha totalitarista e sem escrúpulos, não seja apenas mostrar a desilusão do espião, mas mostrar também a desilusão do espionado, exatamente naquilo em que cada um mais acredita.
Currently listening: American Idol's performances Season 7.

criado por ivan chagas
13:11:34Current mood:
cold.
Homem de Ferro: mais um grande filme adaptado das HQs.
Está mais evidente do que nunca que, histórias em quadrinho de grande sucesso, quando transportadas para as telonas, também levam créditos positivos, tanto por parte da crítica, quanto do público – conhecedor das aventuras em questão, ou não. As adaptações de HQs, como são carinhosamente abreviadas, que já podem ser consideradas um gênero dentro da sétima arte, e são sempre motivos de grande expectativa, principalmente por parte do público adolescente do sexo masculino.
Tomando como exemplo produções de nos fazer cair o queixo, como Homem-Aranha, Batman e X-men, finalmente aportou nas salas de cinema de todo o Brasil o filme de estréia do Homem de Ferro (Iron Man, EUA, 2008), um super herói não tão conhecido do grande público, mas extremamente exaltado pelos fanáticos por HQs.
Para quem não se lembra, ou nunca teve conhecimento do fato, uma grande maioria das histórias em quadrinhos pertence à editora norte-americana Marvel Comics. Até então, a editora não produzia seus filmes, apenas “terceirizava” essa parte do trabalho. Disse “até então”, pois, Homem de Ferro, personagem criado por Stan Lee (que sempre faz uma aparição especial nos filmes baseados em suas histórias), foi como um divisor de águas em dois aspectos simples, porém importantíssimos na carreira da Marvel.
O primeiro aspecto, é o fato de que, de agora em diante, quem toma conta das produções cinematográficas baseadas nas HQs, é a produtora Marvel Studios, afinal de contas, nada mais justo do que pessoas que realmente conhecem suas histórias a fundo, serem responsáveis pela realização de filmes com tamanha repercussão. O segundo aspecto, já que citei a existência de dois, é o fato de que o ser humano por trás do herói do filme, não é um nerd altruísta, como era de costume até então nas adaptações. Muito pelo contrário.

Iron Man's cast
Anthony Edward Stark (Robert Downey Jr., de Santos de Demônios), é um bilionário da indústria bélica norte-americana, e dono de um ego sem dimensões. Definitivamente, quem vê Tony, como é apelidado, não diz que ele tem tino para ser super herói. Até mesmo quando ele se torna o homem de ferro, ele não o faz por simplesmente achar que é correto ajudar o mundo e bani-lo de todo o mau. Ele o faz por vingança, e claramente, por vaidade.
É evidente que o personagem de Downey Jr. só começa a agir diferentemente quando o dedo é colocado em sua ferida, aqui no caso, os próprios conflitos bélicos, que alimentam sua empresa. Apesar de inteligentíssimo, Stark não é, nem de longe, uma pessoa fácil de se lidar, e em conseqüência disso, um dos pouquíssimos ombros amigos em que ele pode se apoiar é sua assistente Virginia Potts (Gwyneth Paltrow, de A prova), e o amigo Jim Hodes (Terrence Howard, de Valente).
Como em toda HQ, um vilão é sempre um caso de necessidade, certo? Creio eu, que até mesmo pelo fato de instigar o espectador, e dar mote a outras aventuras cinematográficas do Homem de Ferro (assista os créditos até o final e entenderá o que eu digo), um arque inimigo à sua altura não foi construído. Mesmo assim, temos que elucidar a existência de Obadiah Stane, o Monge de Ferro (o sintético Jeff Bridges), um tipo de “semi-vilão” nessa história.
Além de todas as mudanças para a Marvel, mais um risco que foi corrido em Homem de Ferro, foi a direção de Jon Favreau, que tinha uma experiência muito mais ampla atuando, do que por trás das câmeras. De qualquer maneira, ele conseguiu, com grandes méritos, provar seu imenso talento se colocando à frente de um filme de peso como o fez. Bom para ele, e melhor ainda para a Marvel Studios, que à primeira vista, começou sua saga com um férreo, grande e pesado pé direito.
Currently listening: Riot!, by Paramore.

criado por ivan chagas
12:28:10