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cold
Sara Bareilles - feel good song.
Para quem nunca parou para pensar e refletir no assunto, existem grandes diferenças entre cantores, compositores, show-men or women, musicos e tantas outras categorias nas quais podemos subdividir as pessoas que vivem de algo tão prazeroso que nos envolve dia e noite: a música.
Para ser bem sincero, meu MP3 player é uma completa salada de gêneros, títulos, artistas, influências e adversidades. Simplesmente detesto pessoas ecléticas, por que pra mim respoder isso à frente de uma pergunta como "Quais são seus gostos musicais?", é uma completa falta de personalidade e identidade. Há coisas que fazem bem e mal pra você, e acima de tudo: coisas que fazem sentido pra quem escuta.
Voltando às minhas preferências, digo que me fascino com pessoas que conseguem levar milhares de outros seres à um estadio, ou casa de shows, por pura performance, à exemplo do que estamos vendo com o show da Madonna, que se aproxima do nosso país. Não vejo absolutamente nada de sobrenatural nessa mulher. Aliás, não daria um real por esse show dela, tendo em vista o pé no saco que é seu último álbum. Mas devo admitir que ela é uma pessoa completamente performática e que sabe o que faz. Até aí, bom pra ela.
Mas o que me conquista mesmo na música são pessoas que não a fazem simplesmente pra lucrar (apenas lucrar), e sim para agradar, encantar, e dar o prazer de uma paz plena em ouvir o que essa mesma tem a dizer através de seu dom. Afinal de contas, cantar é um dom, e assim como quaisquer outros, há quem nasça sabendo fazer, e há quem vai morrer pagando aulas particulares de canto, sem entoar uma nota decente sequer.
Nesse último caso, se encaiza mais do que perfeitamente a cantora norte-america Sara Beth Bareilles, nascida em Eureka, estado da Califórnia, em 7 de dezembro de 1979, portanto há 28 anos, e que adotou apenas o primeiro e último nomes como artísticos, portanto se um dia a encontratem passeanda sobre um chão de ladrilho, chamem-na solamente de Sara Bareilles, right?!
Eu a conheço há pouco mais de três meses, mas mesmo sendo recente, a cantora já entrou direto no top 10 dos mais tocados do meu Ipod. Além de cantar, Sara também é compositora e instrumentista - toca piano e violão maravilhosamente, diga-se de passagem.
Embora na ativa desde 2003, a cantora só conseguiu fechar contrato com a gravadora Epic (Sony) em 2005. Desde o ano passado, quando Sara finalmente lançou seu debut album intitulado Little Voice, ela começou a abrir shows de artistas como Aqualung e o inglês Mika (ótimos as well). O seu primeiro single, a deliciosa Love Song acabou por abocanhar o top 5 da Billboard Hot 100 nesse ano.
Procurando por fontes aqui na net, acabei descobrindo que a canção Bottle it up é parte integrant da trilha sonora da novela global das oito (nove?), A favorita (como não vejo novelas, nem sabia disso. Já assisti muito, mas hoje já não dá!). Além do seu primeiro single, e desta canção da novela, asfaixas One Sweet Love, Vegas, Love On The Rocks e Fairytale são as minhas favoritas.
A levada das canções de Sara são bem semelhantes à de Colbie Cailat, exceto pelo clima e balada praieiras que a última possui (por sua vez, gostaria de dizer que para mim, Colbie é um Jack Johnson de saias - and that's amazing!).
Outro elemento totalmente à favor de Sara são seus clipes e seu visual. Fica mais do que evidente que ambos são plenamente influenciados pela película O fabuloso destino de Amelie Poulain e pela série de tv da Warner Pushing Daises, tanto pelos tons pastéis, quanto pela inocência e brilhantismo com que foram realizados.
Para conferir visualmente o que disse acima, nos links abaixo seguem os três clipes que Sara tem até então:
- Love Song: http://www.youtube.com/watch?v=MR5xv3pt7KI
- Bottle it up: http://www.youtube.com/watch?v=5y2-agVy_V8
- Fairytale: http://www.youtube.com/watch?v=2cGQoPmefyA
Bem, creio que isso é tudo que posso dizer de Sara Bareilles por enquanto. Espero que possam conferir o que disse aqui. Se gostarem, escrevam, se não, também escrevam, certo?! Quem tiver uma sugestão de boa música, pode me mandar também, que ouvirei com certeza e darei meu parecer.
That's all.
Currently listening: Little Voice, by Sara Bareilles.

criado por ivan chagas
16:15:28Current mood:
ok.
Crítica de cinema
O amor não tem regras: Clooney, football, comédia e amores nos anos 20.
Em qualquer ângulo que analisemos, podemos constatar que a vida é feita de ciclos. Nos costumes, nos padrões, na moda, na música, e como o cinema é a representatividade conjunta de diversos desses elementos, ele acaba sempre passando por ciclos, como conseqüência.
Retratar o passado em uma película, de forma original e concreta, é um feito realizado por poucos. E quando digo passado, não me refiro a cinco ou dez anos passados, e sim a décadas, centenários, ou até mesmo milênios. Porém, quando feitas essas regressões a tempos longínquos, os gêneros mais prováveis a serem explorados pelas películas são drama e aventura, como vemos aos exemplos de clássicos como Ben Hur, Em nome da rosa e E o vento levou..., ou até os mais recentes Elizabeth – A era de ouro e Sangue Negro.
A comédia, gênero desmoralizado por “besteiróis”, e conseqüentemente desprezado pelas grandes premiações, como o Oscar e Globo de ouro, ao meu ver não tem, até hoje nenhuma película que possa representar uma época passada de forma leve e graciosa, como é de seu estilo, mantendo distância do chamado pastelão. Retificando: Não tinha um representante.
O inquieto ator e eterno galã de Hollywood, George Clooney, tem registrado seu nome no hall da fama há tempos. Porém, é atrás das câmeras que também vive sua outra paixão: dirigir. Até então, ele tinha tido êxito no chatíssimo Boa noite, e Boa Sorte, indicado a seis Oscar, em 2006, ano em que o ator levou o prêmio de Melhor ator coadjuvante por Syriana – A indústria do petróleo.
Após emergir em filmes densos como Conduta de Risco, e ficar um pouco afastado da direção de filmes, Clooney retorna na frente e atrás das câmeras com O amor não tem regras (The Leatherheads, EUA, 2008), uma película que pulou as salas de cinema brasileiras e aportou diretamente em DVD nas locadoras do Brasil nesta semana, e que, mais uma vez, possui uma tradução de título completamente alienada a seu enredo – leatherhead seria algo como “cabeça de couro”, devido ao fato dos jogadores de futebol americano utilizarem capacetes confeccionados do material bovino.
Com muita simpatia, charme e diversos filtros de coloração sépia para dar o ar retro às filmagens, George Clooney volta quase oitenta e cinco anos no tempo, para retratar o início da profissionalização do football - um dos esportes mais idolatrados pelos americanos.
Ouvindo assim dizer, pode-se até imaginar que, assim como em Boa noite, e boa sorte, essa inebriante atmosfera antiga criada pelo diretor, acaba por deixar o filme monótono e sem graça. Mas diferentemente do primeiro filme, em O amor não tem regras, Clooney fez um trabalho completamente oposto, quando inseriu elementos de comédia e romance pueris, típicos da década de 20 – que aqui no Brasil, foram explorados pelo folhetim global O cravo e a rosa, de 2001.
O enredo simplista, conta a trajetória de um já decadente time de várzea, os Duluth, liderados por Jimmy ‘Dogde’ Conelly, que apesar de sua idade avançada para os padrões de um jogador, ainda luta para se manter e conseqüentemente manter seu time na ativa. Para que isso aconteça, ele propõe ao novato – porém invencível – Carter Rutherford (John Krasinski, do lamentável Licença para casar), que se uma ao grupo, já que o garoto costuma levar multidões aos estádios por onde passa.
O único problema é que, na cola de Carter, está a charmosa jornalista Lexie Littleton (Renée Zellweger, a eterna Bridget Jones), mandada pelo periódico Times, para fazer uma matéria e descobrir um segredo que poderia acabar com a carreira meteórica do jogador. Do amor e das regras descritas no título brasileiro para o filme, resta apenas a deliciosa química entre Renée e Clooney, que, entre um jogo e outro, podem acabar caindo de amores um pelo outro.
Currently listening: McFly, Radio [ACTIVE].

criado por ivan chagas
15:30:06