Acid Boy

Um blog feito por um Jornalista (por formação), e crítico de cinema (por insistência e paixão). Aqui se encontra, ao menos alguma parte de você em mim, nas minhas palavras e pensamentos. So, keep coming back for more!

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Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2008, 19

19.11.08

::McFly: histeria marca show da banda britânica::

Current mood: not feeling too good.

 

Histórico

 

Finalmente arrumei um tempo bom pra poder contar aqui no blog o que já descrevi para diversas pessoas. Ao menos em palavras as coisas, muitas vezes, ficam mais fáceis de serem explicadas: McFly concert in São Paulo!

 

Já na estrada há algum tempo, a banda formada por Tom (vocais e guitarra), Danny (vocais e guitarra), Harry (bateria) e Dougie (baixo) teve maior projeção depois de aparecer no filme da Disney, Sorte no amor (Just my luck, com a ainda sóbria Lindsay Lohan), podendo finalmente mostrar para o mundo todo, o poder da banda mais jovem a alcançar o primeiro lugar nas paradas britânicas, desbancando nada mais, nada menos que Os Beatles.

Mais de dois anos depois do filme, os garotos do McFly fizeram sua primeira passagem por terras brasileiras no mês de outubro, com quatro shows marcados – nas cidades de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro – e apresentações em programas de Tv e rádio. Até mesmo no dominical do chatérrimo Fausto Silva eles marcaram presença – nada melhor que um programa popular para se popularizar!

 

Como companhia para o show, que se realizou no dia 9 de outubro, no abafadíssimo e desorganizado Via Funchal, eu escolhi a Lu, claro! Saímos de Bragança às sete e meia da manhã, sendo que os portões da casa abririam às sete e meia da noite, portanto, tínhamos consciência que a espera seria longa.

 

Na fila

 

Chegando no local, ainda tínhamos que retirar nossos ingressos na bilheteria, pois eles haviam sido comprados no cartão de crédito, pelo site do Via Funchal. A surpresa que não estava esperando era a singela fila para entrar na casa... que a propósito, dobrava o quarteirão. Enquanto a Lu foi retirar os ingressos, eu encarei esta ultima fila que descrevi com o mesmo entusiasmo.

 

Como o público alvo da banda são os jovens, em sua maioria as garotas, era fato que, de 6.000 pessoas que a casa comportava, estavam lá dentro, mais ou menos uns 200 garotos – se não muito, que aturavam gritos, histeria e até desmaios. A quantidade de tênis All Star – Converse por metro quadrado era a maior já vista na face da Terra. De diversas cores, modelos, tamanhos, texturas, canos baixo, médio e longo, enfim, diversidade era o que não faltava. Xadrez também era outra tendência quase soberana quando usada como estampa para roupas e acessórios.

 

Acabamos fazendo algumas amizades na fila, que não nos oferecia outra alternativa à se alimentar no McDonald’s 24 h da Faria Lima. Afinal de contas, saco vazio não pára em pé, como pudemos ver durante todo show, em que meninas caíam uma a uma, visivelmente por falta de ar, descanso, alimentação correta e muita hidratação!

 

Enfim, quando os portões se abriram quase às dezenove horas, a fila, que até então estava organizada, se transformou em um aglomerado de pessoas, que, com medo de serem passadas para trás, atropelavam umas às outras, e no fim das contas a regra ficou mais do que clara: quem esta na calçada, estava na fila. E como quem não se deixa levar com a maré, luta contra ela, nós também pulamos muitas pessoas pela frente. Não me orgulho de dizer isso, mas era ser autor, para não ser vítima!

 

O show

 

 Ao entrar no Via Funchal, a surpresa era mínima: estava bem cheio, mas ainda conseguimos um local um tanto quanto decente, ao menos para mim, que tenho 1,80 e tinha uma voa visão do palco. Já a Lu, que tem 1,50, não teve a mesma sorte. Algumas pessoas se arriscavam a se aglomerar na frente, junto à grade que separava o palco da pista.

 

A banda de abertura era Breakout. Poderia deixar essa parte vazia, sem comentários. Aliás, vazio era um adjetivo que cabia muito bem aos caras que tentavam tocar alguma coisa. O “show” deles demorou muito, as musicas eram horríveis, sem sentido algum, o vocalista tinha uma voz péssima, e ainda por cima um dos integrantes tentou dar showzinho, num estilo Bono Vox wannabe, chamando uma menina (quase não escolhida a dedo) da platéia, para dar um beijo nele, enfim... cenas patéticas e completamente desnecessárias.

 

Enfim, após mais de 10 horas de espera no total, McFly entrou no palco, para apresentar a sua RADIO [ACTIVE] tour, que tinha como base o novo cd, homônimo, e alguns outros sucessos anteriores. Abriram com “Lies”, a musica de trabalho daquele momento, e que possui um clipe excelente, trabalhoso e caro, num estilo mix de Waterworld e Mad Max de ser.

 

Até gostaria de comentar as duas primeiras músicas, mas infelizmente a gritaria era tamanha que não consegui ouvir as musicas, apesar do áudio estar em perfeitas condições e dos garotos fazerem ao vivo, exatamente o que fazem no CD.

 

Simpáticos, atenciosos, e competentes, até pela idade da banda, e a idade dos garotos, na média dos seus 22 anos, o McFly se pautou quase que à risca às faixas do RADIO [ACTIVE], fazendo do show, quase que uma promoção do novo álbum, o que, na minha opinião, soou um pouco egoísta para com os fãs, que já conheciam diversas canções já clássicas (!) da banda, e que não têm a disponibilidade de ver um show deles a qualquer momento. Por isso, a pouca mais de uma hora não foi, nem de longe, suficiente para o público matar a sede de McFly.

 

Músicas como Broccolli, Sorry’s not good enough, Bubble Wrap, entre tantas outras, e até mesmo covers dos próprios Beatles ficaram de fora da apresentação. Prometendo que voltarão em breve, o McFly se despediu cedo de um público ainda descrente que tudo aquilo estava acontecendo diante de seus olhos.

 

Ao final do show, ainda briguei ferozmente por uma baqueta atirada por Harry ao público, mas derrubado duas vezes ao chão, com cerca de dez pessoas por cima de mim, acabei não levando para casa nada além de um mico de ter me jogado no chão, fotografias desfiguradas, mas acima de tudo, as imagens de um ótimo show, gravadas eternamente na minha memória.

 

Ps: exatamente um mês depois eu voltava ao mesmo local para assistir Maroon 5. Outro show, outras histórias, que ficarão para outra hora.