Acid Boy

Um blog feito por um Jornalista (por formação), e crítico de cinema (por insistência e paixão). Aqui se encontra, ao menos alguma parte de você em mim, nas minhas palavras e pensamentos. So, keep coming back for more!

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Terra Blog

05.11.08

:: E agora, José? I mean, Obama?! ::

Current mood: ok.

 

 Na madrugada dessa quarta-feira estava eu na frente da tv, quase indo dormir, quando me interrompe a programação a musiquinha arrepiante do plantão urgente da globo. Até que fui rápido no pensamento: " com certeza o presidente dos EUA foi eleito", e diga-se de passagem, já tava mais do que na cara quem seria: Barack Obama, né povo?

 

Pra ser bem sincero, não entendo necas de política, quanto mais política internacional. Acho tudo muito volátil, e pra mim, quem diz que entende, na verdade só sabe ser parcial, em detonar ou defender uns e outros, sem explicar ou expor bons argumentos. Exemplo? Quem gosta do PT, quem detesta. Quem adora o Lula, quem odeia, e assim vai.

 

O que gostaria de comentar mesmo é o discurso que Obama fez perante a milhares de pessoas que seguravam orgulhosamente e balançavam freneticamente bandeirinhas estado unidenses, num mar de gente que nem shows de pop stars conseguem propiciar.

 

Após saber que o atual presidente eleito dos EUA gastou mais de 21 bilhões de dólares em sua campanha, e que, grande parte disso se deve à "doações" feitas pelo povo, me esclareceu que, não era pra menos mesmo a sua vitória. Eu já tinha lido em um blog sobre a "loja Obama", que comercializava roupas, bolsas, buttons, bandeiras, canecas, bonés entre outros balangandãs com a estampa do então candidato, como se pode comprovar no Obama Store. (http://store.barackobama.com/source=homepage_tworows_cat&Click=529718), agora em promoção com quase 50% de desconto!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 

Enfim, se a candidatura dele será boa ou ruim para os EUA, e também para outros países que vivem de comum acordo, ou até mesmo completa dependência americana, eu ainda não sei. Sinceramente, acho muito difícil falar, só vendo a cara de uma pessoa, o que ela realmente vai poder fazer de diferente pra uma nação toda.

 

No desenrolar do discurso do democrata Obama, suas palavras me passavam a sensação de quando o Lula foi eleito, obviamente sem os erros de português grotescos, o suadouro que deu no cara, e a dificuldade da faixa que entrava fácil no magrinho FHC, entalando no rechonchudo representante do PT.

 

Tive a sensação de um discurso populista, sobre mudanças (que foi o que mais ouvi quando meus amigos falaram o porque de votar no Lula: mudança!), agradecimento ao povo, dizendo que aquela vitória não era dele, era dos americanos, inclusive uma frase me chamou muita atenção: Quem um dia duvidou que aqui foi, é e será um lugar de oportunidade, veja que isso é America (sim, minha dificuldade era enorme em ouvir o que ele dizia, perante a tenebrosa tradução simultânea da Cristiane Pelajo!).

 

Bom, eu só acredito mesmo que vai ser difícil qualquer situação ser revertida da noite para o dia. O presidente do Brasil, por exemplo, já disse que gostou "mutchio" da vitória do Obamão, e que espera que ele consiga, em até um ano (deu prazo o abusado!), resolver a crise dos EUA, e ajude os países mais pobres, "incruisivi o Brasiu, craro".

 

Bem, ou mal, eu simpatizo com Obama. Achei sincero, apesar do discurso de popstar (gente, ele foi 2 vezes capa da Rolling Stone!rsrsrs) , mas quero mesmo é que ele dê um jeito desse dólar baixar, se não, vai ser difícil viajar!!!rs* Será que mudanças realmente podem acontecer?

17.10.08

:: Crítica - Ensaio sobre a cegueira ::

Current mood: ok.

 

Ensaio sobre a cegueira: Meirelles tenta ajustar a brancura de Saramago.

 

Creio que não faz muito tempo que reportei em alguma de minhas críticas que as adaptações de grandes obras literárias para as telas de cinema estão cada vez mais em alta. Não me lembro a qual filme me referia na ocasião, mas posso citar títulos desde best-sellers, como O caçador de pipas, até ganhadores de Oscar, a exemplo de Onde os fracos não têm vez, ou ainda películas que nos fazem surpreender quando descobrimos que suas origens são páginas de livros, como o blockbuster Eu sou a lenda.

 

Quer queira ou não, quando uma adaptação é levada para o cinema, o que mais se espera é a sua fidelidade para com a literatura. Para diretores e roteiristas, encontrar brechas e licenças na sua criação – baseando-se na criação alheia, é bem verdade – são as maiores dificuldades encontradas na transposição da obra, que quando alteradas, provocam, invariavelmente a ira de fiéis leitores, e da crítica – por diversas vezes imperdoáveis.

 

A adaptação mais esperada desta temporada, ainda em exibição nos cinemas de todo o mundo, e que tem gerado grande polêmica, ao meu ver, até agora sem explicação, é Ensaio sobre a cegueira (Blindness, CAN, BRA, JAP, 2008), dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus, O jardineiro fiel), e baseado na obra do escritor português José Saramago, ganhador do prêmio Nobel de literatura.

 

Creio que nunca tive tanto conhecimento de causa para escrever um texto como o que estou fazendo hoje, afinal de contas, tive a oportunidade de ler Ensaio sobre a cegueira, antes de assistir ao filme nos cinemas, e posso dizer com todas as letras, que desde o primeiro minuto de fita, desde os close-ups nas alterações de verdes, amarelos e vermelhos do semáforo, tive a mais plena certeza de que Meirelles se superaria mais uma vez, realizando um trabalho excepcional atrás das câmeras.

 

A premissa da obra de Saramago é demasiadamente intrigante. De dentro de seu carro, um homem espera o semáforo abrir, quando sem razão alguma ele cega. Uma cegueira branca, como se ele estivesse submerso, porém com os olhos abertos, em um mar de leite. Este homem é o primeiro de muitos que irão cegar dentro de dias e meses, até que toda a população de uma megalópole também deixe de enxergar, transformando a cidade em um mar de caos, desordem, lixo, podridão.

 

Frente a todo o medo de contágio que a cegueira branca gera na população, o governo decide isolar os contaminados, e até mesmo aqueles que já tiveram contato com os cegos, em locais isolados e guardados por homens armados, com ordens de matar qualquer um que tente atravessar seu limite. Peculiarmente, os personagens não possuem nome, apenas uma pouca identidade.

 

A trama é encabeçada por um médico oftalmologista (Mark Ruffalo, de Traídos pelo destino), sua mulher, imune à cegueira branca (Julianne Moore, de Filhos da Esperança), uma prostituta (a brasileira Alice Braga, de Eu sou a lenda), e conta com alguns outros personagens secundários, porém essenciais para que o enredo se discorra, como é o caso do velho da venda preta (papel de Danny Glover), e o rei da ala 3 (Gael García Bernal, de Diários de motocicleta).

 

Creio que o massacre pelo qual a fita de Meirelles têm passado, seja de um comportamento burro por parte da grande maioria da crítica. Mas sendo adverso, desde quando a opinião de uma grande maioria é essencialmente correta. Generalizações e maiorias, quando não apoiadas em opiniões corretas, se confundem sim. Erram sim, e mal julgam também.

 

As distorções de luz e imagem, a brancura extrema e desconfortante de Meirelles, junto às atuações sem grandes surpresas de um elenco que poderia ter feito mais, e uma história tão pálida quanto à da obra, fazem de Ensaio sobre a cegueira o que ele realmente é: mediano. É ininteligível que uma classe de pessoas culpe um diretor por ter feito exatamente o mesmo que uma obra o é, afinal de contas, pensem na dificuldade de transpor a cegueira para um público que vê.

 

Sem bobagens meditatórias ou conspiratórias, do tipo “a mulher do médico era Deus, e conseqüentemente os olhos que guiava a humanidade”, ou ainda “temos que nos conscientizar sobre o que a sociedade está fazendo com si mesma”, Fernando Meirelles faz, com esmero, o que está ao seu alcance: dar visão própria à uma obra já cega desde sua escrita.

02.10.08

:: Crítica de cinema - Capítulo 27 ::

Current mood:  cold.

 

Crítica de cinema

 

Capítulo 27: assassino de John Lennon dissecado com minúcias.

 

 

 O dia 8 de novembro de 1980 se tornou fatídico quando cinco disparos de arma de fogo ecoaram na anormal quietude do céu de Nova Iorque. Em frente ao edifício Dakota, localizado à Rua 72 com Central Park West, em Manhattan, Mark David Chapman, como ele mesmo descreveria, um homem pacato e vulnerável frente a um mundo repleto de dor e falsidade, cometia um dos crimes mais chocantes daquela época: o assassinato do ex-Beatle John Lennon.

 

Uma história real como a morte de uma das mentes mais brilhantes que a música já conheceu, provavelmente será contada várias vezes, e cada qual ao seu modo e peculiaridades. Talvez isso ainda não tenha sido feito devido ao enorme poder que a viúva de John, Yoko Ono, parece possuir sobre os direitos, sobre a imagem, sobre a história de seu ex-marido, e se limita ao máximo em não comentar absolutamente nada a respeito da vida e da morte do mesmo.

 

A visão mais recente, e a única que conheço até então sobre o crime cometido pelo desequilibrado Mark Chapman, é a do diretor estreante J.P Schaefer que, baseado na obra Let me take you down: por dentro da mente de Mark David Chapman, o homem que matou John Lennon , conseguiu realizar a película Capítulo 27 (Chapter 27, EUA, 2008), lançada essa semana, diretamente em formato DVD, nas locadoras do Brasil.

 

O pensamento de que, para se ter compensações, sempre são necessários grandes sacrifícios, no cinema, tem se transformado de alternativa à regra. Em filmes baseados em fatos reais, como é o caso de Capítulo 27, essa máxima é ainda mais forte. O filme é, exclusivamente sobre o algoz, portanto, em sua grande parte, o assassino de Lennon, acaba por dialogar com seu interior: o que ele pensa, como ele deve agir ao se encontrar com sua vítima, suas angústias, frustrações e expectativas. Um fluxo de consciência quase que constante, e que funciona de maneira incrível para expressar a instabilidade emocional do protagonista.

 

Para o papel de Chapman, foi escolhido o magricelo Jared Leto. Até então, um ator de pouco reconhecimento no cinema. Seu grande destaque foi no alternativo e excelente Réquiem para um sonho. Atualmente, Leto é mais famoso por ser vocalista da banda emo – o lápis preto nos olhos, e franja na fronte atestam o que digo – 30 seconds to Mars. Como o assassino era um homem rechonchudo, feio e desengonçado, é mais do que evidente o esforço que Jared teve que fazer para talvez mirar um Oscar: engordar quase trinta quilos para o papel, que ainda necessitou de trejeitos e mudanças na fala. A transformação, deu-se excepcional.

 

Chapman detesta cinema, falsidade, vulgaridade. Antes de matar John, se hospeda em hotéis, bebe drinks, se diverte com uma prostituta, e apesar de se achar a única pessoa normal na cidade, deixa escapar momentos de nervosismo. Tudo nele é patológico. Seus gestos, seu modo de falar, as mentiras que conta. As semelhanças com Holden Caufield, o protagonista de O apanhador no campo de centeio – livro encontrado com Chapman na hora do crime – não são mera coincidências. Ele não apenas admirava o garoto de 17 anos, protagonista da obra literária, como achava que era o próprio Holden.

 

Para dar ainda mais veracidade à película, as cenas são feitas quase que completamente na calçada do Dakota que, por si só, já emanava um ar sombrio. A participação de outros personagens na trama são extremamente superficiais, como é o caso da garota Jude (papel da adolescente problema Lindsay Lohan), que esperava junto a Chapman, a chegada de Lennon para uma conversa, um autógrafo ou apenas um “oi”.

 

Um drama denso, uma atuação impecável, e direção estreante com o pé direito, claramente tinham o direito de um reconhecimento melhor, e um acolhimento maior do público. Ainda não sei dizer se pela pequena produtora, ou se por problemas burocráticos (Yoko, talvez?), Capítulo 27 não conseguiu o destaque merecido. Intercalando alguns depoimentos verídicos de fãs da época, a fita ainda exibe algumas curiosidades e particularidades do brutal assassinato, mas acima de tudo, disseca com expressividade um homem que fez seu nome ser reconhecido, tornando o de outro, apenas uma lenda.

15.09.08

...:: Já conhece? - Sara Bareilles ::...

Current mood:  cold

 

Sara Bareilles - feel good song.

 

 Para quem nunca parou para pensar e refletir no assunto, existem grandes diferenças entre cantores, compositores, show-men or women, musicos e tantas outras categorias nas quais podemos subdividir as pessoas que vivem de algo tão prazeroso que nos envolve dia e noite: a música.

 

Para ser bem sincero, meu MP3 player é uma completa salada de gêneros, títulos, artistas, influências e adversidades. Simplesmente detesto pessoas ecléticas, por que pra mim respoder isso à frente de uma pergunta como "Quais são seus gostos musicais?", é uma completa falta de personalidade e identidade. Há coisas que fazem bem e mal pra você, e acima de tudo: coisas que fazem sentido pra quem escuta.

 

Voltando às minhas preferências, digo que me fascino com pessoas que conseguem levar milhares de outros seres à um estadio, ou casa de shows, por pura performance, à exemplo do que estamos vendo com o show da Madonna, que se aproxima do nosso país. Não vejo absolutamente nada de sobrenatural nessa mulher. Aliás, não daria um real por esse show dela, tendo em vista o pé no saco que é seu último álbum. Mas devo admitir que ela é uma pessoa completamente performática e que sabe o que faz. Até aí, bom pra ela.

 

Mas o que me conquista mesmo na música são pessoas que não a fazem simplesmente pra lucrar (apenas lucrar), e sim para agradar, encantar, e dar o prazer de uma paz plena em ouvir o que essa mesma tem a dizer através de seu dom. Afinal de contas, cantar é um dom, e assim como quaisquer outros, há quem nasça sabendo fazer, e há quem vai morrer pagando aulas particulares de canto, sem entoar uma nota decente sequer.

 

Nesse último caso, se encaiza mais do que perfeitamente a cantora norte-america Sara Beth Bareilles, nascida em Eureka, estado da Califórnia, em 7 de dezembro de 1979, portanto há 28 anos, e que adotou apenas o primeiro e último nomes como artísticos, portanto se um dia a encontratem passeanda sobre um chão de ladrilho, chamem-na solamente de Sara Bareilles, right?!

 

Eu a conheço há pouco mais de três meses, mas mesmo sendo recente, a cantora já entrou direto no top 10 dos mais tocados do meu Ipod. Além de cantar, Sara também é compositora e instrumentista - toca piano e violão maravilhosamente, diga-se de passagem.

 

Embora na ativa desde 2003, a cantora só conseguiu fechar contrato com a gravadora Epic (Sony) em 2005. Desde o ano passado, quando Sara finalmente lançou seu debut album intitulado Little Voice, ela começou a abrir shows de artistas como Aqualung e o inglês Mika (ótimos as well). O seu primeiro single, a deliciosa Love Song acabou por abocanhar o top 5 da Billboard Hot 100 nesse ano.

 

Procurando por fontes aqui na net, acabei descobrindo que a canção Bottle it up é parte integrant da trilha sonora da novela global das oito (nove?), A favorita (como não vejo novelas, nem sabia disso. Já assisti muito, mas hoje já não dá!). Além do seu primeiro single, e desta canção da novela, asfaixas One Sweet Love, Vegas, Love On The Rocks e Fairytale são as minhas favoritas.

 

A levada das canções de Sara são bem semelhantes à de Colbie Cailat, exceto pelo clima e balada praieiras que a última possui (por sua vez, gostaria de dizer que para mim, Colbie é um Jack Johnson de saias - and that's amazing!).

 

Outro elemento totalmente à favor de Sara são seus clipes e seu visual. Fica mais do que evidente que ambos são plenamente influenciados pela película O fabuloso destino de Amelie Poulain e pela série de tv da Warner Pushing Daises, tanto pelos tons pastéis, quanto pela inocência e brilhantismo com que foram realizados.

 

Para conferir visualmente o que disse acima, nos links abaixo seguem os três clipes que Sara tem até então:

 

- Love Song: http://www.youtube.com/watch?v=MR5xv3pt7KI

 

- Bottle it up: http://www.youtube.com/watch?v=5y2-agVy_V8

 

- Fairytale: http://www.youtube.com/watch?v=2cGQoPmefyA

 

Bem, creio que isso é tudo que posso dizer de Sara Bareilles por enquanto. Espero que possam conferir o que disse aqui. Se gostarem, escrevam, se não, também escrevam, certo?! Quem tiver uma sugestão de boa música, pode me mandar também, que ouvirei com certeza e darei meu parecer.

 

That's all.

 

 Currently listening: Little Voice, by Sara Bareilles.

05.09.08

:: Crítica: O amor não tem regras ::

Current mood:  ok.

 

Crítica de cinema

 

O amor não tem regras: Clooney, football, comédia e amores nos anos 20.

 

 Em qualquer ângulo que analisemos, podemos constatar que a vida é feita de ciclos. Nos costumes, nos padrões, na moda, na música, e como o cinema é a representatividade conjunta de diversos desses elementos, ele acaba sempre passando por ciclos, como conseqüência.

 

Retratar o passado em uma película, de forma original e concreta, é um feito realizado por poucos. E quando digo passado, não me refiro a cinco ou dez anos passados, e sim a décadas, centenários, ou até mesmo milênios. Porém, quando feitas essas regressões a tempos longínquos, os gêneros mais prováveis a serem explorados pelas películas são drama e aventura, como vemos aos exemplos de clássicos como Ben Hur, Em nome da rosa e E o vento levou..., ou até os mais recentes Elizabeth – A era de ouro e Sangue Negro.

 

A comédia, gênero desmoralizado por “besteiróis”, e conseqüentemente desprezado pelas grandes premiações, como o Oscar e Globo de ouro, ao meu ver não tem, até hoje nenhuma película que possa representar uma época passada de forma leve e graciosa, como é de seu estilo, mantendo distância do chamado pastelão. Retificando: Não tinha um representante.

 

O inquieto ator e eterno galã de Hollywood, George Clooney, tem registrado seu nome no hall da fama há tempos. Porém, é atrás das câmeras que também vive sua outra paixão: dirigir. Até então, ele tinha tido êxito no chatíssimo Boa noite, e Boa Sorte, indicado a seis Oscar, em 2006, ano em que o ator levou o prêmio de Melhor ator coadjuvante por Syriana – A indústria do petróleo.

 

Após emergir em filmes densos como Conduta de Risco, e ficar um pouco afastado da direção de filmes, Clooney retorna na frente e atrás das câmeras com O amor não tem regras (The Leatherheads, EUA, 2008), uma película que pulou as salas de cinema brasileiras e aportou diretamente em DVD nas locadoras do Brasil nesta semana, e que, mais uma vez, possui uma tradução de título completamente alienada a seu enredo – leatherhead seria algo como “cabeça de couro”, devido ao fato dos jogadores de futebol americano utilizarem capacetes confeccionados do material bovino.

 

Com muita simpatia, charme e diversos filtros de coloração sépia para dar o ar retro às filmagens, George Clooney volta quase oitenta e cinco anos no tempo, para retratar o início da profissionalização do football - um dos esportes mais idolatrados pelos americanos.

 

Ouvindo assim dizer, pode-se até imaginar que, assim como em Boa noite, e boa sorte, essa inebriante atmosfera antiga criada pelo diretor, acaba por deixar o filme monótono e sem graça. Mas diferentemente do primeiro filme, em O amor não tem regras, Clooney fez um trabalho completamente oposto, quando inseriu elementos de comédia e romance pueris, típicos da década de 20 – que aqui no Brasil, foram explorados pelo folhetim global O cravo e a rosa, de 2001.

 

O enredo simplista, conta a trajetória de um já decadente time de várzea, os Duluth, liderados por Jimmy ‘Dogde’ Conelly, que apesar de sua idade avançada para os padrões de um jogador, ainda luta para se manter e conseqüentemente manter seu time na ativa. Para que isso aconteça, ele propõe ao novato – porém invencível – Carter Rutherford (John Krasinski, do lamentável Licença para casar), que se uma ao grupo, já que o garoto costuma levar multidões aos estádios por onde passa.

 

O único problema é que, na cola de Carter, está a charmosa jornalista Lexie Littleton (Renée Zellweger, a eterna Bridget Jones), mandada pelo periódico Times, para fazer uma matéria e descobrir um segredo que poderia acabar com a carreira meteórica do jogador. Do amor e das regras descritas no título brasileiro para o filme, resta apenas a deliciosa química entre Renée e Clooney, que, entre um jogo e outro, podem acabar caindo de amores um pelo outro.

 

 Currently listening: McFly, Radio [ACTIVE].