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Cloverfield – Monstro: Nova York em frangalhos. De novo.
Dizer que os norte-americanos têm mania de grandeza, é praticamente chover no molhado, certo? E dizer também que eles adoram destruições em massa, quando se trata de seus filmes hollywoodianos repletos de efeitos especiais destrutivos, eu estaria sendo novamente repetitivo. Para toda afirmação, há aqueles que concordam, e outros que nem tanto. Joseph Goebbels, ministro da propaganda do partido nazista disse certa vez que: "Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade".
Aqui no caso, nada do que disse foram mentiras, e sim a descrição de um masoquismo americano, que assola os moradores da ilha de Manhattan. A contar por Eu sou a lenda, Godzilla, Armageddon, Indenpendance Day, O dia depois de amanhã e King Kong, dezenas de outros filmes-catástrofe, têm como alvo a maior cidade do planeta. E agora, podemos acrescentar mais uma película de mesmo calibre a essa lista, com a chegada de Cloverfield – Monstro (Cloverfield, EUA, 2007) nas locadoras do país.
A película, que tem como produtor, J.J Abrams, o mesmo do seriado sensação Lost, tem um enredo extremamente enxuto, assim como seu tempo total, que não ultrapassa os 85 minutos de fita. Com a chamada de Some thing has found us (Alguma coisa nos encontrou), a trama tem início quando vários amigos de Rob Hawkins (Michael Stahl-David) preparam uma festa de despedida para ele, que mora em Nova Iorque, mas está com as malas prontas de partida para o Japão.
Enquanto a festa se desenvolve, Hud, o melhor amigo de Hawkins, se encarrega de gravar numa câmera portátil, depoimentos dos colegas e amigos que estão ali presentes, desejando boa viagem e muita sorte na nova empreitada do “homenageado”. Em meio a toda algazarra, os convidados sentem alguns fortes tremores de terra e saem do apartamento, subindo até a cobertura do prédio, para averiguar o que está se passando nas ruas da big apple. Deste ponto em diante, a destruição desenfreada toma conta da frágil Manhattan.
Eles avistam explosões no horizonte, e logo o terror se instaura. Quando saem nas ruas, logo vêem a cabeça da Estátua da Liberdade voando pelos ares, e destruindo um prédio, antes de cair em sua direção. Assim como em qualquer outro filme de destruição em massa, Rob, Hud e seus amigos logo pensam na larga possibilidade de um atentado terrorista. Celulares ficam praticamente sem sinal, lojas começam a ser saqueadas por oportunistas, e obviamente, Rob, o personagem principal, para injetar um pouco de drama na história, precisa se arriscar de todas as maneiras possíveis e salvar sua amada das garras do monstro do título.
Cloverfield não decepciona, mas também não empolga tanto quanto poderia. De inovador, nem mesmo a cabeça da Estátua da Liberdade arrancada a tapas, que foi claramente copiada da capa de Fuga de Nova Iorque, de 1981. A filmagem, toda realizada em câmera em movimento, já que, supostamente, quem grava todas as cenas é Hud e sua Mini-DV, é um recurso que fica longe de pioneirismos, e já vem se tornando grande tendência nos filmes de terror, vide os vanguardistas, A Bruxa de Blair e Extermínio, até os mais recentes, como a refilmagem de Madrugada dos Mortos.
A despeito das divagações do começo do texto, sobre verdades e mentiras, o que tenho a elucidar, e co-relacionar com o texto presente, é o fato de os americanos, com seus filmes-catástrofe, que eu particularmente adoro, darem idéias dos mais diversos tipos para que ataques terroristas ocorram contra a sua nação. Parece ilusório e longínquo? Releiam a frase de Goebbels e pensem a respeito.
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criado por ivan chagas
17:04:12