Acid Boy

Um blog feito por um Jornalista (por formação), e crítico de cinema (por insistência e paixão). Aqui se encontra, ao menos alguma parte de você em mim, nas minhas palavras e pensamentos. So, keep coming back for more!

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Terra Blog

18.07.08

...: Crítica: Hancock :...

Current mood:  starving.

 

Hancock: Will Smith dá vida a super-herói encrenqueiro.

 

 

 

 Na semana de estréia de um dos filmes mais esperados para esse ano, Batman - O cavaleiro das trevas, eu infelizmente não tive tempo suficiente para assisti-lo, e escrever uma crítica para os leitores. São tantas películas em mente, como Wall-E, Kung Fu Panda, e tantos outros, que acabei me pegando confuso na fila dos cinemas. Enfim, optei por um filme que trás bons e maus elementos, mas que, no geral, me fez sentir bem perante a minha escolha.

 

Que os filme sobre os personagens de histórias em quadrinhos estão cada vez mais em alta na “bolsa de valores do cinema”, não é mais novidade para ninguém. Seja pelos efeitos mais do que especiais, ou simplesmente pelo fato de ver um pedaço de papel criar vida própria nas grandes telas, essa categoria do cinema é, na grande maioria das vezes extremamente rentável para seus realizadores, assim como para as empresas que possuem os direitos autorais dos comic books.

 

O filme em questão não tem base em uma HQ, mas definitivamente bebe da fonte dos comics. Como é de costume, por trás de um grande super-herói, sempre está uma grande personalidade do mundo cinematográfico. Assim foi com Tobey Maguire e o Homem-Aranha, Robert Downey Jr. e o Homem de Ferro, ou até mesmo Cristian Bale e Batman Convenhamos que, um rosto conhecido é, quase sempre, parâmetro para sabermos se um filme está fadado ao sucesso ou ao fracasso.

 

Em visita ao Brasil, no começo do ano, para divulgar Eu sou a Lenda, Will Smith (indicado ao Oscar por À procura da Felicidade), um dos atores mais requisitados da atualidade, esbanjou carisma em terras tupiniquins. Sempre de bom humor, bem vestido e se portando com extrema educação, ele agora deixa para trás todas essas qualidades para evocar um super-herói, não tão herói assim. Ele é o astro de Hancock (Hancock, EUA, 2008), há pouco em cartaz nos cinemas brasileiros.

 

Hancock é o que podemos chamar de um cara encrenqueiro. Ele se assemelha em poucos aspectos ao Superman: pode voar e não tem fragilidade quanto a balas de qualquer calibre. Em contra partida, eles são antagônicos ao extremo. Hancock não possui o mínimo tato para ser super-herói. É um bêbado inveterado, se envolve com mulheres de qualquer espécie, e causa desastres e prejuízos aos órgãos públicos toda vez que tenta salvar a cidade de Los Angeles, seu habitat natural, das garras de algum meliante. E o pior de tudo: ele não se importa nem um pouco com a sua falta de popularidade.

 

Em vista de todas as trapalhadas que apronta, Hancock se vê sem opções quando o agente de relações públicas um tanto quanto fracassado, Ray Embrey (Jason Bateman, de Juno), se oferece para representar e recuperar a imagem pública do desastrado super-herói. Nesse meio tempo, Hancock conhece Mary (Charlize Theron, Oscar por Monster), a mulher de Ray, e sente uma forte atração pela bela.

 

Muitos podem até mesmo julgar mal o personagem de Will Smith, como este sendo um apanhado de vários heróis dos quadrinhos, mas tenho que discordar e explicar o porquê. Hancock não tem pudores, não tem uma bela garota ao seu lado em tempo integral, não ganha pelo que faz, e muito menos se preocupa em ser bom – ao menos não até encontrar Ray em seu caminho. Por essas e outras, as pernas dos críticos que torceram o nariz para o anti-herói já poderiam ser quebradas.

 

Mas indo um pouco além, Hancock se destaca de personagens como Superman, Batman ou Homem-Aranha, exatamente por não ter uma identidade secreta. Ele não se esconde por trás de máscaras, capas ou um grande montante de dólares. O único elemento que faz dele um ser sombrio é a angústia de não saber o que exatamente é, e qual o seu passado. E para isso, Mary encontra sobre as costas, ainda que no fim da película, uma grande responsabilidade de elucidar a ele todos seus questionamentos.

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