Acid Boy

Um blog feito por um Jornalista (por formação), e crítico de cinema (por insistência e paixão). Aqui se encontra, ao menos alguma parte de você em mim, nas minhas palavras e pensamentos. So, keep coming back for more!

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Terra Blog

13.05.08

...: Crítica: Homem de Ferro :...

Current mood:  cold.

 

Homem de Ferro: mais um grande filme adaptado das HQs.

 

 

 Está mais evidente do que nunca que, histórias em quadrinho de grande sucesso, quando transportadas para as telonas, também levam créditos positivos, tanto por parte da crítica, quanto do público – conhecedor das aventuras em questão, ou não. As adaptações de HQs, como são carinhosamente abreviadas, que já podem ser consideradas um gênero dentro da sétima arte, e são sempre motivos de grande expectativa, principalmente por parte do público adolescente do sexo masculino.

 

Tomando como exemplo produções de nos fazer cair o queixo, como Homem-Aranha, Batman e X-men, finalmente aportou nas salas de cinema de todo o Brasil o filme de estréia do Homem de Ferro (Iron Man, EUA, 2008), um super herói não tão conhecido do grande público, mas extremamente exaltado pelos fanáticos por HQs.

 

Para quem não se lembra, ou nunca teve conhecimento do fato, uma grande maioria das histórias em quadrinhos pertence à editora norte-americana Marvel Comics. Até então, a editora não produzia seus filmes, apenas “terceirizava” essa parte do trabalho. Disse “até então”, pois, Homem de Ferro, personagem criado por Stan Lee (que sempre faz uma aparição especial nos filmes baseados em suas histórias), foi como um divisor de águas em dois aspectos simples, porém importantíssimos na carreira da Marvel.

 

O primeiro aspecto, é o fato de que, de agora em diante, quem toma conta das produções cinematográficas baseadas nas HQs, é a produtora Marvel Studios, afinal de contas, nada mais justo do que pessoas que realmente conhecem suas histórias a fundo, serem responsáveis pela realização de filmes com tamanha repercussão. O segundo aspecto, já que citei a existência de dois, é o fato de que o ser humano por trás do herói do filme, não é um nerd altruísta, como era de costume até então nas adaptações. Muito pelo contrário.

 

 

Iron Man's cast

 

Anthony Edward Stark (Robert Downey Jr., de Santos de Demônios), é um bilionário da indústria bélica norte-americana, e dono de um ego sem dimensões. Definitivamente, quem vê Tony, como é apelidado, não diz que ele tem tino para ser super herói. Até mesmo quando ele se torna o homem de ferro, ele não o faz por simplesmente achar que é correto ajudar o mundo e bani-lo de todo o mau. Ele o faz por vingança, e claramente, por vaidade.

 

É evidente que o personagem de Downey Jr. só começa a agir diferentemente quando o dedo é colocado em sua ferida, aqui no caso, os próprios conflitos bélicos, que alimentam sua empresa. Apesar de inteligentíssimo, Stark não é, nem de longe, uma pessoa fácil de se lidar, e em conseqüência disso, um dos pouquíssimos ombros amigos em que ele pode se apoiar é sua assistente Virginia Potts (Gwyneth Paltrow, de A prova), e o amigo Jim Hodes (Terrence Howard, de Valente).

 

Como em toda HQ, um vilão é sempre um caso de necessidade, certo? Creio eu, que até mesmo pelo fato de instigar o espectador, e dar mote a outras aventuras cinematográficas do Homem de Ferro (assista os créditos até o final e entenderá o que eu digo), um arque inimigo à sua altura não foi construído. Mesmo assim, temos que elucidar a existência de Obadiah Stane, o Monge de Ferro (o sintético Jeff Bridges), um tipo de “semi-vilão” nessa história.

 

Além de todas as mudanças para a Marvel, mais um risco que foi corrido em Homem de Ferro, foi a direção de Jon Favreau, que tinha uma experiência muito mais ampla atuando, do que por trás das câmeras. De qualquer maneira, ele conseguiu, com grandes méritos, provar seu imenso talento se colocando à frente de um filme de peso como o fez. Bom para ele, e melhor ainda para a Marvel Studios, que à primeira vista, começou sua saga com um férreo, grande e pesado pé direito.

 

 Currently listening: Riot!, by Paramore.

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