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tired ( of my job, fisically, of that s*#$@ website called orkut...of everything and everyone. please don't talk to me today!)
Como eu ainda não sei se esse texto vai ser publicado no extremadeaaz.com.br, eu vou colocar aqui, com algumas alterações, tá?! Continuem tentando ver o site, que essa semana tem atualização, creio que sexta!

Matchbox Twenty
Mais do que simpatia!
Rotular uma banda ou um cantor da atualidade, discriminando o seu som, sua performance, ou até mesmo suas vestes, é fato extremamente corriqueiro, vide os emos, que são os maiores carregadores de cruz dos tempos modernos, vítimas de tantos rótulos e preconceitos, tanto por parte do som que ouvem, quanto pela estética de seu “movimento”. Eu simplesmente abomino rótulos, e sou do princípio de que, se a música, canção, clipe, seja o que for, te fizer sentir bem, é assim que ela deve ser conhecida: como uma musica que te faz uma pessoa melhor.
Agora, deixando um pouco de lado essa questão dos rótulos, eu vou ter que me arriscar em ser taxativo mesmo com uma das minhas bandas preferidas: o Matchbox Twenty (também conhecidos como Matchbox 20). Quando digo que vou me arriscar, é porque se fosse para dar um prêmio, ou um troféu à banda, acho que faria como nos concursos de miss, e os deixaria em segundo lugar, portanto eles se sagrariam Misters Simpatia. Aquela banda que não é top, mas definitivamente tem um papel importante na cena.
O líder da banda, Rob Thomas, é de um carisma sem precedentes na musica americana. Arisco-me a dizer que é até mais simpático do que Dave Grohl, do Foo Fighters... ta certo, posso estar exagerando, mas enfim, vejo nele, uma Drew Barrymore da cena musical. Dono de uma voz potente e seca, Rob, além de realizar seu trabalho na banda, também fez um bom disco solo, e até mesmo realizou uma parceria com o guitarrista mexicano Carlos Santana, e que resultou na canção Smooth, um grande sucesso mundo afora.
O Matchbox não é uma daquelas bandas que lançam CDs de baciada, um a cada ano, afinal de contas, apenas os artistas brasileiros cedem à pressão dos fãs, de colocar no mercado um novo álbum cada vez num tempo recorde. Diferentemente disso, o mercado americano espera sim, ansiosamente, por um novo trabalho dos seus artistas, mas sem pressões, para que esses façam tudo a seu tempo, porém com qualidade de ponta. Assim foi com o Matchbox.

Depois de cinco longos anos sem colocar nenhum álbum novo no mercado (exceto pelo disco solo de Rob, já citado acima), o Matchbox lança agora Exile on mainstream*, um CD, no mínimo controverso. Dizer que o som dos caras é um rock’n’roll de classe, é subjetivo até demais, pois, se até mesmo alguns acreditam que Avril Lavigne faz rock...bem, mais uma vez, entramos na questão do rótulo da qual tento me afastar cada dia mais.
Quando digo que Exile on mainstream é controverso, me refiro ao fato de o CD ter apenas seis canções inéditas. Isso mesmo, eles deixaram os fãs a verem navios durante cinco angustiantes anos, e realizaram apenas esse pequeno montante de músicas. Ao meu ver, se as faixas se duplicassem em quantidade, e mantivessem a qualidade, o álbum em questão seria o melhor trabalho já realizado pela banda.
Para quem ainda não conhece o Matchbox, e tem um mínimo de curiosidade, o novo álbum é um ponto de partida excelente, já que Exile on mainstream ainda conta com mais dez faixas, resultado de uma seleção dos grandes sucessos da banda, retirados dos álbuns Yourself or someone like you, More than you think you are e Mad Season.
Com um som de excelente qualidade, o Matchbox, volta para a alternatividade de Yourself or someone like you, deixada de lado com More than you think you, que alcançou as paradas de sucesso até mesmo no Brasil com a musica chiclete Unwell, e fez da canção Disease, tema central de uma novela da rede Global, que não me lembro o nome.
Em Exile on mainstream saem os sintetizadores de voz, as batidas um tanto quanto eletrônicas e voltam os arranjos simples, as letras dançantes e baladas onomatopéicas, que contam com sílabas repetidas, palminhas frenéticas e um som estiloso. Até mesmo no visual – retro e repleto de pretos e brancos - que nos remete um pouco à década de 50, e que anda se tornando tendência na cena musical, à exemplos de The Fratellis e Locksley, o Matchbox caprichou.
No mais posso dizer que, o troféu de simpáticos da musica não é uma afronta à potencialidade do som da banda, mas sim, vindo de mim, um cara extremamente chato, principalmente no âmbito musical, é um elogio ao estilo dos músicos. Poderia falar mais, mas creio que dizer que a musica do Matchbox é "classe A" seria chover no molhado.
Quem quiser conferir um pouco do som dos caras, entre em:
http://profile.myspace.com/matchboxtwenty
e sinta-se em casa.
* no jargão musical, diz daquele que é vendável, toca em rádios e aparece na Tv.
Currently listening: Exile on mainstream, by Matchbox Twenty.
criado por ivan chagas
16:07:09