| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ||
| 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 |
| 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 |
| 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 |
| 27 | 28 | 29 | 30 |
Current mood:
sick.
Provavelmente as (poucas) pessoas que andam entrando no meu blog devem ter percebido que no começo da semana passada, pra ser mais específico, na terça-feira, eu postei apenas um título que era esse referente ao post atual: Meu nome não é Johnny, PORRA!. Bom, o caso foi que, como o Terra é um lixo cybernético, e o blog pertencente à ele não fica nem um pouco atrás, eu demorei um pouco pra escrever o meu texto inteiro, e minutos depois, eu não conseguia postar, e não tinha salvado nada do que tinha escrevido... daí já viu, né?! Fiquei puto e resolvi não postar mais porcaria nenhuma.
Agora, já meio tarde da noite, a vontade me bateu novamente à porta e eu resolvi ser um pouco mais sagaz do que geralmente sou!!!huheuehueue... Estou escrevendo o texto todo no Word, e rezando para que.. sei lá, tipo, não acabe a luz, por exemplo. Mas acho que não corro esse risco. Enfim... vamos ao que interessa, oras, bolas!
Eu sou um admirador assumido do cinema brasileiro. Acho tudo bem feito, com garra, com caráter, com criatividade, com valor orçamentário muitas vezes insuficiente, porém com tudo o que um bom cinema tem direito. E na segunda-feira passada, a minha experiência cinematográfica nacional não foi diferente de nenhuma outra boa que eu já tive. Detesto generalizações, portanto... aqui vão algumas ressalvas.

Eu já me decepcionei bastante com o cinema brasileiro, claro. Nem tudo é 100%. Explicito aqui que fiquei realmente muito, muito decepcionado e conseqüentemente cabreiro com o trabalho de Selton Mello, quando assisti aquela merda de filme chamado “O cheiro do ralo”... que deveria ser mais “O cheiro do RABO”, do que qualquer outra coisa. Eu simplesmente detesto assistir filmes que não me acrescentam nada, absolutamente NADA. O filme é imbecil, ridículo, sem história, sem boas interpretações, é um Nothing mesmo!!!
À partir daí, não me empolguei nem um pouco quando soube do novo filme do Selton, Meu nome não é Johnny, pois, apesar de gostar muito dos seus trabalhos anteriores, seu ultimo filme me fez perder qualquer vontade de voltar a ver uma película tendo-o como ator principal. O cartaz do filme me fez vê-lo como uma comédia trouxa, e acima de qualquer coisa, tinha aquela palhaça obesa da Cléo Pires no elenco. Parei e pensei: esse filme deve ser um lixo completo. Não vou perder meu tempo.
Numa terrível segunda-feira de chuvisco fraco, bem típico da terra da garoa, eu cheguei no cinema de Sp, e me deparei com horários muito esparsos no “cardápio” de filmes. O único que eu poderia realmente assistir com folga de tempo, e que começaria em quinze minutos, seria o que? Meu nome não é Johnny. Fate? Maybe, ma dears... maybe.
O que caso é que, mesmo não querendo assistir o filme, mesmo não sabendo exatamente do que se tratava, e mesmo estando puto da vida com Selton Mello, por causa da escolha POBRE de seu ultimo trabalho, eu sempre me pegava falando o nome do filme com a palavra “Porra”, no final... engraçado? Talvez. O porquê... eu explico.
Sabia que a história era baseada em fatos reais, da vida de um traficante, que era bem de vida, criado com todo esmero de uma classe social do Rio de janeiro, mas que, por ironia do destino, acabou se metendo em enrascadas e no trafico de drogas, típico da cidade maravilhosa. Até ai, pra mim nada era novidade. Mas o que pegava mesmo, é que eu pensava que o personagem de Selton, se tornava um traficante inescrupuloso, marrento e que, SIMPLESMENTE DETESTAVA ser chamado de Johnny, e portanto, sempre que alguém o fazia, ele virava e falava: “Eu já disse que meu nome não é Johnny, PORRA!”, descarregando assim, uma arma inteira na cara do indivíduo.

Errei, e errei feio!
O filme, antes de tudo, tenho que admitir, me surpreendeu, e não apenas pelo Johnny do título. Me surpreendeu por tudo. Pela montagem, pelo gênero, que NÃO é comédia. Muito pelo contrário, ele é recheado de cenas fortes e dramaticidade à flora da pele. Selton Mello subiu 200% no meu conceito de bom ator, de cara bacana, de artista que escolhe bem seus papéis, enfim... de homem de talento.
Eu não quero falar da história de João Guilherme Estrella. O traficante. O cara que, segundo ele mesmo, “Se meteu no tráfico não pra ganhar dinheiro, mas sim pra gastar dinheiro.”. O cara que tinha a acidez aflorada em seu ser. O cara que, mesmo sendo um anti-herói, fez a platéia baixar a guarda, e se expor, se fragilizar, rir, chorar, se emocionar, se emputecer. Selton, sendo João, te conquista. Isso é inegável.
Eu quero deixar aqui apenas a minha imensa alegria em ver, novamente, um ator que estimo demais, se metendo em bons projetos, em projetos que realmente fazem jus ao seu talento, e que antes de tudo, trás os bons ventos e coloca o cinema brasileiro na crista da onda. Ah, e mais do que tudo, que talvez faça o povo brasileiro esquecer um pouco dessa onda BABACA de Tropa de Elite.
Tudo bem, o filme de José Padilha é foda, é excelente, tem atuações magnânimas, mas essa coisa de “Pede pra sair, 02”, “O Sr. É um fanfarrão”, e essa musica de Miloitoscentosebolinha do Tihuana, que esse bando de gente inútil acha que é lançamento, já deram o que tinham que dar, pow. É 2008, o ano passou e bola pra frente, falar de novas fitas, de focar em projetos mais atuais, que é Carnaval e a banda já ta passando, cambada!
Meu nome não é Johnny, Porra... RECOMENDO!
Ps: a “Créo” Pires, cara de macho não me fez desgostar do filme, mas também não me fez gostar dela!
E tenho dito!
Currently listening: V, by Vanessa Hudgens. (odeio essa capa ainda mais!rsrsrs)
criado por ivan chagas
01:34:48